REGIÃO | CARREGAL DO SAL: Funeral de antigo presidente da Câmara realiza-se esta tarde

Faleceu na madrugada desta sexta-feira, 22 de Dezembro, aos 79 anos de idade, Atílio dos Santos Nunes, antigo presidente da Câmara Municipal de Carregal do Sal (distrito de Viseu), cujos destinos conduziu durante seis mandatos, de 1989 a 2013, período em que o concelho se transformou radicalmente.

O corpo está em velório desde das 11h00 desta amanhã (sábado, 23 de Dezembro), na casa mortuária de Fiais da Telha, seguindo-se o funeral para o cemitério de Oliveira do Conde, com passagem pela Igreja Matriz, onde, às 15h00, será celebrada missa de corpo presente.

Enquanto autarca, Atílio dos Santos Nunes teve um papel preponderante em diversas obras que mudaram o rosto do concelho de Carregal do Sal, sendo desse tempo, o IC12, então apelidado de “auto estrada do Atílio”, os novos Paços do Concelho, o Centro de Saúde, o Centro Cultural, o Centro Educativo Nun’Álvares, a Escola Secundária, a Biblioteca Municipal, o Mercado Municipal, o recinto da feira semanal, as Piscinas Municipais, o Julgado de Paz, o Museu Municipal, o Núcleo Arqueológico de Cabriz, o Núcleo Arqueológico de Parada, a musealização do património arqueológico, os roteiros arqueológicos, os novos quartéis dos Bombeiros Voluntários da Carregal do Sal e Cabanas de Viriato, a estrada Carregal do Sal/Tondela, a passagem desnivelada de Oliveirinha, os parques industriais, a mudança do estaleiro da Somafel de Lisboa para Oliveirinha, a mudança do estaleiro da Somitel de Figueira da Foz para Carregal do Sal, o alargamento e requalificação das estradas de todas as freguesias do concelho, e muitas outras obras importantes.

Nascido a 29 de Setembro de 1938 na aldeia de Azenha, freguesia de Oliveira do Conde, Atílio dos Santos Nunes tinha raízes familiares no concelho de Tábua, e apesar de ter iniciado o seu percurso como pedreiro com a 4.ª classe, como o próprio nunca escondeu, rapidamente se tornou num importante empresário e se envolveu em cargos de várias entidades e associações municipais e distritais.

Fazia até questão de dizer que tinha feito a 4.ª classe à noite, quando trabalhava como pedreiro. O apodo de “presidente da Câmara pedreiro” também entrava no seu vocabulário de homem do povo. Tinha o condão de fazer grandes amizades, mesmo a nível de governantes do país, de que o concelho acabaria por beneficiar. Era conhecido um pouco por todo o país.