ARGANIL: Grupo Folclórico da Região de Arganil – “45 anos a levar a cultura” pelo país e pelo estrangeiro

No passado dia 1 de Outubro, o Grupo Folclórico da Região de Arganil comemorou o 45.º aniversário da sua fundação.

“São 45 anos a levar a cultura de Arganil por este nosso Portugal fora” e por vários países da Europa e do Brasil, como recordou a presidente da direcção, Graça Moniz, durante o jantar comemorativo realizado no espaço multiusos da Cerâmica Arganilense e juntou um grande número de amigos que, com sua presença, quiseram manifestar o carinho, o apoio ao Grupo Folclórico”.

“Estarmos aqui, hoje, neste lugar emblemático do nosso concelho e da nossa vila, um lugar com história na vida das nossas gentes, como pode ser comprovado na exposição patentes no átrio ao lado, é um privilégio só possível porque há 45 anos atrás a nossa fundadora Maria de Lurdes Ventura, por todos conhecida e carinhosamente tratada por Marilú, decidiu criar um Rancho Folclórico”, disse Graça Moniz, recordando ainda que “a ela se juntou um punhado de homens e mulheres jovens e menos jovens, que deram vida a este grupo cultural e porque após a sua partida, os que ficaram e os que foram vindo continuaram esta caminhada em prol da cultura popular da nossa terra”.

Uma caminhada que, como referiu a presidente da direcção, “nem sempre tem sido fácil gerir o desenrolar dos acontecimentos, mas onde sempre se trabalhou e continua a trabalhar para engrandecer a nossa cultura, perpetuando os nossos usos e costumes e as nossas tradições, em suma a nossa memória como povo desta vasta região serrana na Serra do Açor” e que, ao longo dos tempos, tem sido levadas e dadas a conhecer um pouco por todo o país, mas também nas já muitas internacionalizações do Grupo Folclórico da Região de Arganil com a sua participação em festivais europeus, no projecto “A Viagem”, da coreógrafa Filipa Francisco, “que catapultou o Grupo para um outro patamar da cultura”, na gravação do vídeoclip do CD “A ponte” de Márito Marques, “no trabalho de parceria feito com a Tuna Popular de Arganil e na nossa capacidade de superação e resiliência perante uma pandemia que não nos destruiu, mas nos uniu ainda mais e nos reforçou com novos elementos”, para quem deixou o seu reconhecido bem-haja.

Mas Graça Moniz não quis deixar também de recordar “todos aqueles que ajudaram a criar e a manter vivo este Grupo e que já não fazem parte dos vivos” e ainda “aqueles que não tendo continuado connosco pelas mais variadas razões, foram também pedras desta construção”, nos quais não deixou de incluir a Câmara Municipal e a Junta de Freguesia “que nos têm apoiado e são parceiros importantes nesta jornada”, os muitos amigos, todos juntos “para que ano após ano possamos escrever mais uma página neste livro que é nosso, que somos nós Grupo Folclórico da Região de Arganil” que, como apelou, continua à espera de uma nova sede, “45 anos levando Arganil tão longe merece uma sede mais condigna” e que seria, qual prenda de que teima em chegar e na qual, além de expor e dar a conhecer melhor todo o seu espólio (e já é muito), permitiria ter mais e melhores condições para os ensaios, para que possa continuar a desenvolver todo o seu trabalho na defesa e da preservação da cultura arganilense.

Mas “hoje a noite é de celebração. É noite de erguer a taça de hino à vida do Grupo Folclórico da Região de Arganil. É noite de juntar a nós a canção coimbrã, também ela fonte de tradição e por isso temos connosco Fado ao Centro”. E foi ao som do Fado ao Centro que decorreu o jantar e que, com as suas magníficas interpretações, mereceram muitos aplausos das muitas pessoas presentes e que acabaram por vir também ajudar a “escrever mais um capítulo dourado na vida desta instituição e deixar a página seguinte em branco à espera dos 50 anos, onde os jovens que hoje temos possam ser eles também os escritores desta linda história de vida”, como disse, a terminar, a presidente da direcção.

A representante da Junta de Freguesia, Dora Pinheiro, depois de referir que “sei muito bem quanto é difícil às associações angariar fundos para fazer eventos para chegarmos ao final do ano e ter as nossas conquistas”, deixou a certeza que, dentro das possibilidades, a Junta vai dando o seu apoio, terminado por deixar os “parabéns ao Grupo Folclórico por este trabalho ao longo de 45 anos”.

“Obrigado por terem vindo, (…) vieram para o meu Rancho”, começou por dizer Abel Ventura Fernandes (que ao longo dos 45 anos tem sido uma das grandes dedicações do Grupo Folclórico), enalteceu a sua direcção e particularmente a presidente, recordou sentidamente a sua mãe, Maria de Lurdes Ventura, e o exemplo que deixou, terminando por salientar que “o nosso Grupo tem vida e vai continuar a ter, continuemos com esta força. Obrigado por gostaram do meu Rancho”.

Em representação da assembleia geral, Manuel Fernandes, depois de se referir à impossibilidade da sua presidente, Isabel Carvalho, estar presente e para quem deixou palavras de apreço pelo seu “amor, dedicação e estima que tem pelo Grupo, esta senhora é o melhor que temos”, e de dar a conhecer que também ela “mandava um abraço para os componentes, direcção e todas as pessoas presentes”, não deixou de se referir aos 45 anos de vida do Grupo “que começou com o Unidos de Arganil”, de recordar sua mãe, “uma teimosa e cabeçuda beirã, ela amava Arganil”, terminado por deixar ainda palavras de particular apreço e reconhecimento à direcção e à sua presidente, Graça Moniz.

“O sonho comanda a vida. 45 anos que tocou tantas pessoas neste Grupo que representa tão bem o que é ser arganilense”, considerou a representante da Câmara Municipal, vereadora Elisabete Oliveira, manifestando o seu orgulho neste representante da nossa cultura, enaltecendo o seu trabalho na preservação do importantíssimo património cultural, “para saber que somos, saber repartir com outros”, agradecendo “muito a todos os componentes, à direcção”, reconhecendo que “só com muito amor é que se tem uma sala como esta, cheia de amigos. Obrigado a todos e parabéns”.