Bispo de Coimbra é o novo presidente da Conferência Episcopal Portuguesa

A assembleia plenária da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), reunida em Fátima, elegeu hoje, terça-feira, o Bispo de Coimbra, D. Virgílio Antunes, como presidente da Conferência Episcopal Portuguesa, para o triénio 2026-2029.

Foram eleitos ainda como vice-presidente, D. José Manuel Garcia Cordeiro e, como vogais do Conselho Permanente, a Assembleia elegeu D. António Augusto de Oliveira Azevedo, D. António Manuel Moiteiro Ramos, D. Armando Esteves Domingues e D. José Augusto Traquina Maria. O Conselho integra ainda D. Rui Manuel Sousa Valério, uma vez que o Patriarca de Lisboa é membro nato. O secretário da Conferência Episcopal Portuguesa, os presidentes das Comissões Episcopais e os delegados eleitos serão divulgados posteriormente. 

D. Virgílio do Nascimento Antunes, nasceu a 22 de Setembro de 1961, na aldeia da Pia do Urso, paróquia de São Mamede, na Diocese de Leiria-Fátima. Foi ordenado sacerdote em 1985 e ao longo do seu percurso desempenhou funções como formador e reitor do Seminário Diocesano de Leiria, docente na área bíblica e reitor do Santuário de Fátima entre 2008 e 2011.

Nomeado Bispo de Coimbra por Bento XVI em Abril de 2011, recebeu a ordenação episcopal em Julho do mesmo ano, tendo iniciado então o seu ministério episcopal naquela Diocese.

Na Conferência Episcopal Portuguesa, foi presidente da Comissão Episcopal das Vocações e Ministérios entre 2011 e 2017 e vogal do Conselho Permanente entre 2014 e 2020, assumindo depois o cargo de vice-presidente. Foi ainda delegado à XVI Assembleia Geral do Sínodo dos Bispos.

E ao ser eleito como presidente da Conferência Episcopal Portuguesa, D. Virgílio Antunes sublinhou o caráter de serviço associado ao novo cargo, referindo tratar-se de “uma missão” que se insere na continuidade do trabalho da Igreja, afirmando que “vamos por diante, dando continuidade a um caminho da Igreja em Portugal, que já tem muitos séculos”. Destacou o trabalho desenvolvido pela anterior presidência, apontando a importância da “harmonia dentro dos Bispos e dentro da Igreja em Portugal” e o acompanhamento de temas relevantes como a evangelização, a coesão e a liturgia, bem como questões como a proteção de menores e os abusos sexuais na Igreja.

D. Virgílio Antunes referiu ainda que não existem “dossiês fechados” na vida da Igreja, sublinhando a necessidade de continuidade e aprofundamento do trabalho em curso, dizendo que “há um conjunto de dossiês que são do nosso tempo”, apontando também desafios da sociedade actual, como os conflitos internacionais e outras problemáticas sociais.

O presidente eleito afirmou ainda que a Conferência Episcopal pretende manter-se atenta às questões fundamentais da Igreja e da sociedade, garantindo disponibilidade para o diálogo, declarando que “não pode haver uma Conferência Episcopal […] que esteja alheia às questões fundamentais que se passam dentro da própria Igreja e dentro da sociedade”. Destacou igualmente o testemunho recente do Papa Leão XIV, referindo a importância de uma presença marcada pelo Evangelho e pela atenção à realidade contemporânea.

E depois de assinalar ainda a presença de novos Bispos na Assembleia, considerando que trazem “uma nova energia” e perspetivas que podem contribuir para o futuro da Igreja em Portugal, D. Virgílio Antunes terminou por se dirigir aos católicos e à sociedade em geral, deixando uma mensagem de abertura e colaboração, dizendo que “a Conferência Episcopal Portuguesa quer continuar o seu trabalho “de uma forma atenta, […] livre e […] aberta à colaboração de todos”, incluindo a comunicação social.

A COMARCA, que conta D. Virgílio Antunes entre os seus muitos amigos, endereça os mais sinceros parabéns com votos os maiores sucessos no exercício do seu mandato em mais esta missão para que foi chamado, agora como presidente da Conferência Episcopal Portuguesa.