
No âmbito da conferência “Agricultura com Propósito: da Terra à Dignidade”, inserida no ciclo de conferências promovido pela Fundação ADFP em 2026, o Secretário de Estado da Agricultura, João Moura, visitou a Fundação que se constituiu num momento de grande relevância institucional, permitindo ao governante conhecer o modelo diferenciador da instituição onde a intervenção social, a saúde, a educação, a agricultura e o turismo com propósito contribuem para a coesão social e desenvolvimento territorial numa visão integrada ao serviço das pessoas e da comunidade.
Na visita ao Hospital Compaixão, recordou-se a perseguição feita pelo Governo do Partido Socialista, tendo o membro do Governo ficado a conhecer o imenso potencial para em cooperação como o SNS se melhorar a saúde dos residentes nos concelhos vizinhos do Pinhal Interior. O presidente, Jaime Ramos, explicou que a Fundação aguarda que o Governo assine um acordo de cooperação para se combater as listas de espera em cirurgias e consultas de especialidade hospitalar, com poupança para o SNS que continua a pagar mais caro num mercado privado dominado por capital estrangeiro.
O roteiro incluiu uma passagem pela adega da Fundação ADFP, onde o Secretário de Estado da Agricultura conheceu a aposta da instituição na produção vínica e brindou com os vinhos produzidos nas propriedades agrícolas da Fundação, símbolo de um projeto que alia qualidade, identidade e impacto social. Jaime Ramos explicou a perseguição feita pelo IFAP – durante o governo socialista – que já foi condenado em primeira instância no Tribunal. A Fundação espera vir a ser indemnizada em mais de cem mil euros devido aos prejuízos causados pelo organismo do Ministério da Agricultura.
A visita terminou no Parque Biológico da Serra da Lousã, espaço de referência nacional na conservação da natureza, educação ambiental, inclusão laboral e turismo com propósito social, onde o contacto com a fauna e flora autóctones se alia a uma experiência educativa e transformadora. O Secretário de Estado ficou sensibilizado durante o contacto com os trabalhadores do Parque e área agrícola, na sua maioria pessoas com deficiência ou doença mental.

