VILA NOVA DE POIARES: ADIP – “30 anos a trabalhar com pessoas e para pessoas”

A tarde cultural abriu com uma magnífica de teatro protagonizada pela Universidade Sénior de Poiares

No dia 17 de Junho, no Centro Cultural de Poiares e integrada nas comemorações dos 30 anos da ADIP – Associação de Desenvolvimento Integrado de Poiares, realizou-se a apresentação pública da revista comemorativa destes “30 anos a trabalhar com pessoas e para pessoas” e que culminou com a tarde cultural, o II Encontro de Universidades Séniores, uma iniciativa promovida pela Universidade Sénior da ADIP, com o apoio do Município de Vila Nova de Poiares.

O Encontro, que integrou teatro, poesia, música, leitura e canto protagonizados pelas Universidades Sénior de Poiares, de Miranda do Corvo e de Celorico da Beira, proporcionou às pessoas presentes uma partilha de experiências e talentos que evidenciou a importância da aprendizagem ao longo da vida e da participação activa da população sénior.

Na sessão de abertura, o vice-presidente da Câmara Municipal, Miguel Novo, destacou “o papel da ADIP no desenvolvimento social do concelho”, salientando que a instituição tem contribuído, ao longo das últimas três décadas, “para reforçar o sentido de comunidade e a qualidade de vida da população”, felicitando a Associação pelo percurso realizado considerando, por isso,  que “representa um exemplo de proximidade, solidariedade e compromisso com o desenvolvimento integrado de Vila Nova de Poiares”, terminando por referir que o Município congratula-se pela iniciativa, que voltou a afirmar também (e mais uma vez), o papel das Universidades Séniores como espaços privilegiados de aprendizagem, participação e valorização da população sénior.

O presidente da direcção da ADIP, comendador Jaime Soares, evocou o caminho percorrido, desde a fundação, da Associação, destacando o trabalho desenvolvido em prol da comunidade e a importância de continuar a investir nas respostas sociais e educativas, recordando que “o ano de 1996 marca indelevelmente o concelho de Vila Nova de Poiares com a aprovação pela Câmara Municipal de uma associação dedicada ao desenvolvimento do concelho, nas suas múltiplas vertentes” e  porque, “ao tempo, nem todos os poiarenses tinham conseguido atingir os mesmos direitos sociais, impôs-se criar condições objectivas para que todos, todos, mas mesmo todos tivessem as mesmas oportunidade a serem tratados como todos iguais e não uns mais iguais do que outros”.

E para corresponder aos anseios e necessidades da população de Vila Nova de Poiares, sobretudo dos mais desfavorecidos, “o que inicialmente começou por ser um pólo agregador das artes e ofícios tradicionais, rapidamente se transformou numa instituição solidária e humanista”, como referiu Jaime Soares, considerando por isso que “a ADIP veio preencher uma lacuna há muito sentida e dar resposta localmente às carências das pessoas, nomeadamente aos idosos, às crianças, os mais jovens, em suma aos mais desfavorecidos”, manifestando o seu orgulho por poder contribuir, enquanto responsável máximo do Município,  para a criação da instituição “embrião do trabalho notável, ao longo dos anos, na área social, cultural e económica, onde a solidariedade era não só um objectivo, mas uma meta a atingir”.

E depois de denunciar “as falhas do Estado no ressarcimento devido a estas instituições” pelo serviço que prestam às populações, o presidente da ADIP, deixou uma “palavra de saudade, respeito e reconhecimento a todas e todos aqueles que entusiasticamente se associaram a este projecto” e que “já não se encontram entre nós”, também os agradecimentos às autarquias, parceiros, aos trabalhadores “pela forma como se têm entregue e dedicado com profissionalismo e carinho ao serviço de tão prestimosa quão útil instituição”, nomeadamente Madalena Carrito “que ao longo da sua vida se tem dedicado permanentemente e sempre ao crescimento e êxitos da ADIP”.

Foram estas muitas das palavras proferidas por Jaime Soares, foi esta a grande mensagem que deixou nas páginas da revista comemorativa dos 30 anos da ADIP, a qual e como está escrito, “representa muito mais do que um registo histórico, simboliza o resultado de um esforço colectivo, construído ao longo de anos por muitas mãos, vontades e compromissos partilhados”, ficando os agradecimentos aos patrocinadores, entidades públicas e privadas, aos colaboradores actuais e antigos, “são eles o verdadeiro rosto da instituição” porque e numa palavra (que jamais deveria ser esquecida em todos e cada um de nós), “a gratidão é o sentimento mais belo que pode habitar o coração humano” (Fernando Pessoa).