GÓIS: “O ENCERRAMENTO DA ESTRADA CAUSOU PROBLEMAS A MUITAS PESSOAS” – Reabriu (finalmente) a circulação na EN 342 entre Góis e Arganil

Autarcas de Góis e Arganil assinalaram o momento, simbólico, da abertura da circulação entre os dois concelhos

Na sexta-feira e após a conclusão dos trabalhos de reabilitação do talude em aterro no troço da Estrada Nacional 342, que desde as tempestades que atingiram a região no início do ano, se encontrava interrompido (entre o km 84+650 e o km 85+900), foi (finalmente) restabelecida a circulação entre Arganil e Góis.

E para assinalar o momento (importante momento), estiveram no local o presidente da Câmara Municipal de Góis, Rui Sampaio, o vice-presidente, Nuno Bandeira, a vereadora, Paula Neves, e a vereadora da Câmara Municipal de Arganil, Elisabete Oliveira, considerando que “a reabertura desta via representa o regresso de uma ligação fundamental para as populações, para a mobilidade diária, para a actividade económica e para o acesso a serviços entre os dois concelhos, mas sobretudo para as pessoas que diariamente viram as suas vidas com constrangimentos muito grandes”.

Elisabete Oliveira disse ainda que “a reabertura e a resolução deste problema é hoje, naturalmente, um motivo de muito contentamento, é com muita alegria que hoje estamos aqui a assinalar este momento que é, de facto, muito importante para muitas pessoas dos dois concelhos”, enquanto o presidente da Câmara Municipal de Góis salientou que “aquilo que se está a passar aqui hoje não é uma qualquer abertura de uma qualquer estrada, estamos a falar do principal eixo rodoviário que liga dois concelhos, do principal eixo rodoviário que liga o concelho de Góis a Arganil e que teve aqui um impacto por força da tempestade que obrigou que a estrada fosse cortada” mas, e como referiu, “fruto do trabalho que fomos fazendo também solicitando e pressionando as Infraestruturas de Portugal para que isto se concretizasse o mais rápido possível. E foi possível que hoje, a estrada tivesse a sua reabertura. O compromisso assumido foi que, no mês de Junho, iriam iniciar as obras e que, até ao final de Julho, estariam terminadas. É dia 10, (…) e a estrada está reaberta para contentamento de todos”.

Mas Rui Sampaio não deixou de reconhecer também que “o encerramento da estrada causou problemas a muitas pessoas, aos empresários do concelho, dos dois concelhos, aos jovens que todos os dias tinham que ir de Góis para Arganil para a escola, às pessoas que necessitavam de ir às Urgências ao Centro de Saúde de Arganil e a todos aqueles que fazem a sua vida diária entre os dois concelhos e que tinham que dar uma volta por estradas secundárias e algumas que não estão nas melhores condições, particularmente a estrada da Póvoa de Góis, que  está a sofrer uma intervenção por parte da Câmara de Góis”.

“Por isso, nós hoje não podemos deixar de estar muito gratificados e contentes porque percebemos a importância desta estrada e, no pouco tempo que aqui estamos , já passaram por aqui várias viaturas, ao longo do dia são muitas viaturas que aqui passam (…) e estamos num período em que os nossos concelhos são muito procurados pelos turistas e, naturalmente, isso também tem impacto e obrigar as pessoas a darem uma volta diferente não é atractivo e não é vantajoso para nenhum dos concelhos”.

Na reabertura da estrada “não foi possível termos aqui outras entidades, nomeadamente ligadas às Infraestruturas de Portugal porque já tinham outros compromissos, mas nós estamos aqui presentes para marcar aquilo que é o retomar da circulação numa estrada muito importante para os nossos concelhos”, salientou o presidente da Câmara Municipal de Góis (que desde a primeira hora se empenhou na resolução do problema), sem deixar de recordar que “nós temos que perceber que aquilo que aconteceu no nosso país foi extraordinário, foi uma situação que nunca tinha sido vivida, os impactos não foram só no concelho de Góis, todos tivemos conhecimento pela imprensa de estradas que estão muito piores, que têm impacto muito pior do que esta. Nesta foi possível iniciar a obra mais rápido, não só porque e segundo aquilo que me transmitiram, há um projecto que estava a ser elaborado para fazer nesta estrada algumas intervenções necessárias e isso permitiu também que a intervenção fosse feita mais rapidamente”.

Mas Rui Sampaio não deixou de recordar que, desde logo, a Câmara Municipal de Góis se disponibilizou “a pôr a estrada em condições de circulação, com segurança, de uma forma provisória, trouxemos cá responsáveis das Infraestruturas de Portugal para perceberem que tínhamos capacidade operacional para isso e a decisão me transmitiram logo é que, certamente, seria fazerem os trabalhos de forma que a situação ficasse reposta definitivamente. E foi isso que aconteceu, hoje temos a estrada pronta e estamos todos muito gratos por isso”.

“Mas há que reconhecer que, de facto e neste caso em concreto, a Infraestruturas Portugal cumpriu”, referiu o presidente da Câmara Municipal, acrescentando “aliás neste caso até houve aqui um ajuste de tempo naquilo que efectivamente depois foi assumido com os Municípios. E acho que também é de assinalar essa questão, até porque estamos a falar de processos que têm sempre uma série de formalidades, que sabemos demoram o seu tempo e, portanto, acho que a pressão exercida pelos Municípios também aqui e face ao contexto, acabou por ser importante e há que reconhecer também a agilidade, neste caso, das Infraestruturas de Portugal”.

Mas a determinada altura, há algum tempo atrás, foram retirados da estrada os blocos de cimento que impediam a circulação, “houve aqui algumas intervenções menos ajustadas, nós percebemos a preocupação das pessoas e o impacto que isso tem na vida diária, mas se tivesse aqui acontecido algum acidente, em termos de responsabilidade, como é que as coisas iam ficar? Isso são actos que não devem ser praticados, porque estamos num Estado de Direito que tem regras, as regras devem ser cumpridas, senão qualquer dia cada um anda aqui a fazer o que lhe apetece”, referiu Rui Sampaio, terminando por considerar “mas não vale a pena estarmos agora aqui a gerar questões polémicas, mas não foi correto, não foi correto porque estamos a falar de uma estrada que estava interrompida, que há uma autoridade que a interrompeu e ela só deve ter circulação depois da autoridade fazer as intervenções que são necessárias e elas estarem concluídas e poder repor a normalidade da circulação”.

Como aconteceu, finalmente, e porque mais vale tarde do que nunca, o mais importante “é que estejamos hoje aqui a comemorar e a assinalar este momento”, disse ainda o presidente da Câmara Municipal de Góis que, nas suas palavras, foi corroborado também pela vereadora da Câmara Municipal de Arganil.