
Os municípios de Tábua e Oliveira do Hospital formalizaram um Protocolo de Cooperação Técnica e Financeira com a Agência Portuguesa do Ambiente (APA), que permitirá avançar com a Requalificação das Margens de um Afluente da Ribeira de Tábua, e do rio Cobral (Oliveira do Hospital).
Os documentos foram assinados respectivamente pelos presidentes das Câmaras municipal, Ricardo Cruz e José Francisco Rolo, e pelo Presidente do Conselho Directivo da APA, José Pimenta Machado, numa cerimónia integrada nas comemorações do Dia Nacional da Água – 1 de Outubro -, que contou com a presença da Ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho.
A intervenção em Tábua representa um investimento de 150 mil euros, financiado pela APA, destinado à execução da empreitada e respectiva fiscalização.
Os trabalhos vão abranger cerca de 125 metros de linha de água e contemplam a recuperação e estabilização do leito e das margens, a melhoria das condições de escoamento, o controlo de espécies invasoras e a recuperação da galeria ribeirinha através da utilização de vegetação autóctone.
A intervenção em Oliveira do Hospital visa concretizar a requalificação do rio Cobral, nos cerca de 15 quilómetros do curso de água desde a nascente, em São Romão, concelho de Seia, até à foz, no rio Seia, em Travanca de Lagos, concelho de Oliveira do Hospital.
A intervenção contempla a recuperação e valorização ecológica do leito e das margens, o controlo de espécies invasoras e a recuperação da vegetação autóctone. Entre as acções previstas estão a melhoria das condições de escoamento, a estabilização do leito e das margens através de técnicas de engenharia natural e a recuperação da galeria ribeirinha, com o objectivo de contribuir para a conservação dos habitats, a promoção da biodiversidade e a melhoria da qualidade da água. Está ainda prevista a sensibilização da comunidade local para a conservação dos sistemas fluviais.
Para além da componente ambiental, a intervenção pretende contribuir para reforçar a segurança de pessoas e bens, reduzir os riscos associados a fenómenos meteorológicos extremos e aumentar a resiliência do território, assumindo particular relevância face aos impactos provocados pelas intempéries que têm afectado a Região Centro.

