ARGANIL: Núcleo de Marinheiros comemorou 49 anos

Momento sentido da colocação de uma coroa de flores em homenagem aos falecidos no Memorial dos Combatentes

No domingo, 13 de Setembro, o Núcleo de Marinheiros de Arganil comemorou o seu 49.º aniversário, com o seu tradicional almoço-convívio, realizado e servido pelo Glamour Catering, no Santuário do Mont’Alto, e que contou com a participação de cerca de 150 pessoas, vindas de longe e de perto, entre “Filhos da Escola”, familiares, convidados e amigos.

A festa começou com a recepção na sede da Associação de Combatentes do Concelho de Arganil, onde foram dadas as boas-vindas a todos os que vieram e se quiseram associar e que, este ano, contou com a participação dos almirantes Mendes Calado, Bossa Dionísio, Alexandre Fonseca e Jesus Silva, dos comandantes Rodrigues Pereira e Pires Coelho, representantes da ARCMOZ – Associação Recreativa e Cultural de Marinheiros de Estremoz, AFECC – Associação de Filhos da Escola do Concelho de Cantanhede, Associação de Ex-Marinheiro de Vila do Conde, Delegação de Fuzileiros Douro Litoral, Marinheiros de Mangualde, Núcleo de Marinheiros de Almeirim, Núcleo de Marinheiros de Aveiro, Associação de Marinheiros de Mértola, Associação de Combatentes de Pampilhosa da Serra, Associação de Combatentes de Arganil e os mais jovens Combatentes e ainda com o vereador da Câmara Municipal, Luís Almeida, e o presidente da Junta de Freguesia, Paulo Santos.

Bispo de Coimbra também “embarcou” no convívio dos Filhos da Escola

No Memorial dos Combatentes, seguiu-se depois o momento emocionante com a chamada dos que já partiram, o momento de silêncio em sua memória e a deposição de flores em sua homenagem, para depois todos os presentes “arrancarem ferro” e “fundearem no Mont’Alto, onde foram abonados com rancho melhorado” que, no cumprimento da tradição, teve primeiro a “prova” feita pelo almirante Mendes Calado que deu “ordem” para servir o almoço e que, este ano e a convite ao “velho lobo do mar”, José Gomes, teve um convidado especial, o Bispo de Coimbra, D. Virgílio Antunes (que se encontrava em Arganil) e que, acompanhado pelo reitor, padre Lucas Pio, de imediato “embarcou” também neste grande encontro dos “Filhos da Escola”.

Ficaram as memórias, as amizades para a vida

Um encontro que mais do que o convívio, é sempre motivo para o reencontro entre os ex-marinheiros e recordar os tempos que serviram na Marinha de Guerra Portuguesa. “Andei semanas a ver água e céu”, como ouvimos a um deles, embarcado num navio de guerra, “engolido” por ondas gigantes num mar agitado e que, apesar dos anos passarem, ficaram muitas destas e de outras memórias, as amizades para a vida só sentidas e vividas por aqueles que, mesmo no meio das piores tempestades, das dificuldades, dos momentos bons e menos bons, cumpriram a sua missão ao serviço de Portugal, sempre norteados pelo seu lema “A Pátria honrai que a Pátria vos contempla”.

E foi nesta e com esta contemplação que, mais uma vez e em cada mesa e além da contagiante boa disposição, se ouviam da boca dos antigos marinheiros um pouco das suas histórias e memórias, passadas em terra ou no mar e que, no seu livro “Homens do Mar” (oferecido a D. Virgílio Antunes), o comandante Rodrigues Pereira não deixa de recordar e louvar também. Como nós, e mais uma vez, não podemos deixar de louvar e agradecer a amizade dos “Filhos da Escola”, pelo que voltamos a sentir em mais este seu convívio e que, como aconteceu no convívio do ano passado e segundo as palavras então proferidas por João Bilha, voltou a traduzir bem que “ser marinheiro implica um profundo respeito e ligação ao mar vivenciado diariamente na sua diversidade e desafios, exigindo dedicação total e permanente. O navio em alto mar é o nosso lar onde os nossos corações ancoram e os desejos fazem voo em busca de horizontes desconhecidos. (…) Hoje celebramos aqueles que têm um coração tão vasto quando o Oceano que vivem cada onda como uma história de coragem”.