ARGANIL “O futuro do concelho passa muito pela Relvinha”

Na última reunião de Câmara, o vereador da oposição Miguel Pinheiro, questionou que se “passaram seis meses após a inauguração da ampliação da Zona Industrial da Relvinha, gostava de saber quais são as perspectivas, se entretanto tivemos alguma manifestação de interesse em algum lote” ou se “está perspectivada alguma alteração de lotes nos próximos tempos, ainda este ano, ou não”, uma vez que “acho que é importante monitorizarmos o evoluir da ocupação e dar conta disso à população”, assim como “perceber qual a expansão que podemos ter num futuro mais próximo”.

Em resposta, o presidente da Câmara Municipal, Luís Paulo Costa, recordou que “estamos num meio em que as decisões de investimento de qualquer investidor, não são dissociadas das oportunidades que existem, não apenas das oportunidades de mercado, mas também do que tem a ver com as oportunidades de financiamento”, sublinhando ainda que “estamos numa fase de transição de Quadros Comunitários, essa transição parece que finalmente está a ver os instrumentos a aparecer e terão, em cerca de duas, três semanas, a publicação dos primeiros avisos relacionados com o apoio ao investimento”, pelo que e como referiu, o apoio ao investimento e a instalação de empresas no Pólo Oeste da Zona Industrial da Relvinha, “são matérias que estão interligadas”.

“Temos neste momento dois processos em avaliação”, deu ainda a conhecer o presidente da Câmara, mas “como é nossa prática, só falamos deles quando há coisas palpáveis, (…) o que posso dizer é que pelo menos um dos projectos está com candidatura submetida, quer em termos infraestruturais, quer em termos de investimento e deverá ter resultados até ao final do ano, em termos daquilo que são esses processos de investimento. Vamos aguardar mais algum tempo para podermos concretizar aquilo que de que se está a falar”, acrescentando “todos reconhecemos que a Zona Industrial da Relvinha é um projeto estratégico para o futuro do concelho. Continuo a ter razões para acreditar que o futuro do concelho passa muito pela Relvinha, naquilo que tem a ver com a atracção de investidores, com a atracção de pessoas para o nosso concelho”, referindo que “temos vindo a registar algumas manifestações de interesse de empresas que estão a estudar os seus planos de negócio e a perspetivar aquilo que são os modelos de financiamento”.

Inaugurada em Novembro do ano transato, pela Ministra da Coesão Territorial, a ampliação do Pólo Oeste da Zona Industrial da Relvinha, no Sarzedo, continua a ter uma única empresa em construção e o presidente da Câmara, Luís Paulo Costa, atribui a “responsabilidade” à transição de Quadros Comunitários, que ainda não permitiu aos investidores obterem apoios para ali puderem instalar as suas empresas.

Esta empreitada integrou também a requalificação do Pólo Este, num investimento de cerca 6 milhões de euros, dos quais, 4,1 milhões, comparticipados pelo FEDER e a sua ampliação incidiu sobre uma área total de aproximadamente 550 mil metros quadrados, dos quais 240 mil se destinam à criação de 23 lotes para instalação de empresas, ainda assim só uma empresa arganilense se encontra a construir as suas novas instalações naquele parque.