ARGANIL: Polémica sobre a demolição da chaminé do novo Centro de Saúde

Após conhecimento da decisão, em reunião de Câmara, da demolição (alegada por questões de segurança) da chaminé da antiga fábrica de resina, em S. Pedro, onde agora está a ser construído o novo Serviço de Urgência Básico (SUB) e Centro de Saúde de Arganil, de imediato começaram a surgir reações e comentários de muitas pessoas, os mais diversos, mas a maior parte (e como se ouve também na rua) a manifestarem a sua indignação e a considerarem mesmo “crime” tal decisão, questionando até (e bem) porque se manteve a chaminé da antiga Cerâmica, porque se mantêm muitas centenas delas espalhadas pelo país fora.

E sem queremos questionar os pareceres técnicos que levaram a tal decisão, não podemos deixar de manifestar também a nossa estupefacção, até mesmo indignação, até pelo facto de termos nascido a poucos metros da chaminé na antiga fábrica de resina e recordar, além de muitas outras, o fumo que saía das cascas de pinheiro que para ali eram levadas às carradas e que, queimadas no forno “alimentado” pelos homens que ali trabalhavam, aquecia a água que fazia laborar uma boa parte da fábrica.

E a fonte voltou a ser reposta…

Uma memória que faz parte da nossa história e apesar da fábrica de resina já não existir, ficou (e bem) a chaminé que, em nossa opinião, jamais deveria ser demolida. Porque a história deve ser respeitada, até porque sem memória não há futuro. Mas ainda a propósito de demolição, não podemos deixar de recordar que quando decorriam os tempos conturbados do 25 de Abril, há mais de meio século, alguém mandou destruir (porque o em terreno no outro lado da estrada fazia “falta”) a fonte do outro lado da estrada, em frente da fábrica. Indignadas, as gentes de S. Pedro desde logo se uniram, juntaram-se e foram à Câmara Municipal, então presidida por uma comissão administrativa liderada pelo saudoso dr. Fernando Vale, protestando contra tal “atentado” e logo foram mandadas repor algumas das cantarias já retiradas e até partidas, reparado o que já tinha sido danificado. E a fonte voltou a ser resposta…

Funcionou a democracia, a vontade do povo que, ao tempo, ainda muitos ali se iam abastecer, ali iam matar a sede naquela água tão fresquinha, ali se namorava e, apesar de já ter falecido uma das suas cuidadoras, a D. Helena Rebelo”, ali se mantém (apesar de abandonada) quase com um marco histórico e que não deixa de ser também a fonte de S. Pedro.

Com certeza que, com o novo Centro de Saúde a funcionar e ali ao lado, as pessoas já não vão matar a sede à fonte, mas esperamos que não volte a sofrer nenhum “atentado” como aquele que agora querem fazer com a chaminé, com alguns (poucos) a não deixarem de manifestar também a sua preocupação porque, com o tempo, alguma tempestade, ou mesmo com os helicópteros que ali vierem a poisar, a chaminé possa vir a cair e a causar por ali alguma “desgraça”.

Todos têm o direito a manifestar a sua opinião, a favor ou contra, mas porque contra factos não há argumentos, aqui fica, para melhor esclarecimento (e sem mais comentários), a posição dos vereadores do Partido Socialista na Câmara Municipal sobre o assunto e de quem poderá vir a ter o poder de decisão, que é a maioria no executivo municipal liderada pelo Partido Social Democrata. Mas como há mais de 50 anos atrás, esperamos que a vontade do povo também não deixe ser respeitada…

Vereadores do PS contra a demolição da chaminé do novo Centro de Saúde e SUB de Arganil

Numa nota que nos foi também enviada, “os vereadores do Partido Socialista (PS), na Câmara Municipal de Arganil, vêm publicamente expressar a sua profunda indignação e total discordância perante a decisão da maioria do executivo PSD, em demolir a chaminé prevista na construção do novo Centro de Saúde e SUB de Arganil. A decisão, tomada na última reunião de câmara do ano (29 de dezembro), representa um “golpe severo” na memória histórica da vila e uma gestão financeira incompreensível.

A chaminé em causa, que já fazia parte do terreno adquirido para a construção deste Centro, construída em alvenaria de tijolo burro, é mais do que uma estrutura de engenharia, é um elemento icónico do património arquitetónico industrial de Arganil, que perpetua a memória de uma antiga Fábrica de Resina que ali laborou.

“Assistimos a um ato de crueldade patrimonial”, afirmam os vereadores do PS. “Estas estruturas são preservadas em todo o país como símbolos de uma era industrial. Em Arganil, a maioria do executivo PSD prefere o caminho mais fácil, da destruição em vez da preservação que a nossa história exige.”

Uma gestão financeira questionável: pagar mais para destruir

Para além do valor histórico, os vereadores do Partido Socialista alertam para o impacto financeiro negativo desta decisão. A proposta de demolição baseou-se num relatório do ITeCons – Instituto de Investigação e Desenvolvimento Tecnológico para a Construção, Energia, Ambiente e Sustentabilidade, encomendado pelo próprio empreiteiro da obra e que revela valores preocupantes: A Câmara Municipal decidiu abdicar de 8.679,68 euros que estavam destinados à reabilitação da estrutura e em contrapartida, aprovou o gasto de 14.750 euros para a sua demolição.

“É inaceitável que o município opte por pagar quase o dobro para destruir um símbolo histórico do que pagaria para o recuperar. Não houve sequer a vontade política de solicitar ao ITeCons um estudo para o reforço da estabilidade da chaminé”, sublinham os eleitos do PS.

A bancada do PS lamenta ainda que uma decisão com este impacto tenha sido tomada numa reunião que não foi pública e com o aval da entidade fiscalizadora (Invall Portugal), sem que tenham sido esgotadas todas as vias técnicas para a manutenção da chaminé.

A proposta foi aprovada com 4 votos a favor do PSD e 3 votos contra do PS. Na sua declaração de voto, os vereadores socialistas reiteraram que o património não é um obstáculo, mas sim um ativo que deveria ser integrado com dignidade no novo Centro de Saúde, tal como havia sido previsto.

Os vereadores do Partido Socialista reafirmam o seu compromisso com a defesa da identidade da nossa terra e não abdicarão de denunciar decisões que empobrecem o nosso legado comum”.

Chaminé substituída por novo elemento arquitetónico no SUB e Centro de Saúde de Arganil

Numa nota enviada pela Câmara Municipal, é referido que “a chaminé da antiga fábrica de resina, localizada no terreno onde está a ser construído o novo Serviço de Urgência Básico (SUB) e Centro de Saúde de Arganil, na Avenida de São Pedro, na EN 342, será demolida em breve, por motivos de segurança estrutural.

Com cerca de 20 metros de altura, construída em alvenaria de tijolo, com base quadrada e corpo em cone, a chaminé constitui um dos elementos mais singulares do espaço anteriormente ocupado pela unidade industrial. Atendendo à sua relevância e ao enquadramento no novo equipamento de saúde, o Município de Arganil promoveu uma avaliação técnica aprofundada da estrutura, realizada pelo Itecons – Instituto de Investigação e Desenvolvimento Tecnológico para a Construção, Energia, Ambiente e Sustentabilidade.

 O estudo, desenvolvido de acordo com as normativas europeias em vigor, incluiu o levantamento de anomalias existentes e a análise da resposta estrutural da chaminé às ações regulamentares, nomeadamente ao vento e à ação sísmica. As conclusões apontam para fragilidades significativas, excedendo as tensões de tração admissíveis, o que significa que a chaminé não cumpre os critérios atuais de segurança estrutural.

Face às conclusões técnicas, à obrigatoriedade de cumprimento da regulamentação aplicável, e à necessidade imperiosa de salvaguardar a segurança de pessoas e bens, nada fazer seria uma total irresponsabilidade e constituiria incumprimento dos regulamentos de segurança. Mesmo admitindo intervenções de reparação das anomalias identificadas, o relatório técnico conclui que a estrutura não apresentaria capacidade de resistência adequada face às ações do vento e aos efeitos sísmicos calculados de acordo com a legislação aplicável.

Concurso de ideias para substituição da chaminé

Perante este enquadramento técnico, e tendo como prioridade a segurança de pessoas e bens, o Município de Arganil decidiu avançar para a demolição da chaminé existente. A intenção inicial passava por proceder à sua reconstrução, reproduzindo a forma tradicional da estrutura original. Contudo, a autarquia optou por uma abordagem mais aberta e contemporânea, lançando um concurso de ideias que vai desafiar arquitetos a apresentar propostas para um novo elemento arquitetónico que marque o espaço e substitua simbolicamente a antiga chaminé.

“Esta chaminé é um elemento marcante da memória industrial deste local e da história recente de Arganil”, sublinha o presidente da Câmara Municipal. “Entendemos que a sua substituição, por razões de segurança, não deve apagar essa memória, mas antes ser uma oportunidade de a reinterpretar e adaptar aos dias de hoje”.

Luís Paulo Costa explica que este concurso de ideias “pretende precisamente desafiar arquitetos a apresentar propostas que valorizem este espaço, criando um novo elemento de referência, integrado num equipamento de saúde determinante para o concelho”.

Este concurso terá associado um prémio monetário, reforçando o incentivo à apresentação de soluções criativas e qualificadas. As condições de participação e demais detalhes do concurso serão divulgados em breve, através dos canais oficiais do Município de Arganil.

Com esta decisão, a autarquia procura conciliar a memória do passado industrial do local com a criação de um novo espaço de referência, integrado num equipamento de saúde estruturante para o concelho, garantindo simultaneamente os mais elevados padrões de segurança e qualidade urbana.


PS e Câmara Municipal apresentam argumentos sobre as respectivas tomadas de posição

Na sequência dos dois comunicados iniciais – do PS e da Câmara Municipal – plasmados nesta edição de A COMARCA, quisemos mais esclarecimentos sobre o assunto – que entretanto ganhou proporções assinaláveis sobretudo nas redes sociais – por parte do vereador e líder da oposição (PS) Rui Silva e do presidente da Câmara Municipal de Arganil, Luís Paulo Costa.

Começando por destacar o (…) «movimento que é maioritariamente apoiante da não demolição da chaminé», Rui Silva faz-nos um “breve histórico” sobre o desenrolar do processo: «Que fique claro desde já que a bancada do PS na câmara sempre se opôs à demolição da chaminé e mais, durante o processo sempre defendeu uma intervenção que reforçasse a estabilidade da actual chaminé, à semelhança do que aconteceu em inúmeros casos semelhantes por este país fora.

Na reunião de Câmara de 18 Novembro de 2025 é perguntado ao fiscal da obra do Centro de Saúde quais as razões que justificam o aparecimento no início da obra, de trabalhos a menos e de trabalhos complementares, foi então esclarecido haver incompatibilidades entre os projectos de arquitectura e de estabilidade, o que desde logo não se apresentava muito normal.

Foi então que aproveitei para perguntar se a chaminé estava a ser monitorizada no seu comportamento estrutural visto estarem a decorrer mobilizações de terras e efetuadas escavações, nas imediações da chaminé tanto em distância como em profundidade, que poderão colocar em perigo a estabilidade da chaminé

A resposta foi contundente, tudo apontava para a necessidade de demolir a chaminé ao que ripostei estar totalmente em desacordo e que nesta matéria havia solução técnica para salvaguardar a sua estabilidade cabendo aos técnicos intervenientes estudarem uma solução.

No dia seguinte à reunião fui surpreendido por um “email” da Câmara a indicar que tinha sido anexado ao sistema de consulta um relatório do ITeCons (Instituto de Investigação e Desenvolvimento Tecnológico para a Construção, Energia, Ambiente e Sustentabilidade). Constata-se que o referido relatório data de Agosto de 2025, tendo sido encomendado pela firma empreiteira e conforme é referido pela Fiscalização consta da avaliação do estado da actual chaminé e aponta-o como elemento fundamental para a sua demolição.

A chaminé volta a ser tema de análise na reunião de 29 de Dezembro com uma proposta para aprovação de trabalhos a menos (que até à presente data não foi disponibilizado documento explicativo sobre a natureza dos trabalhos a deduzir) e outra de trabalhos complementares (a mais) para a demolição da chaminé.

Tal proposta fez disparar a nossa preocupação ficando patente a nossa indignação por não ter sido solicitado ao ITeCons uma proposta alternativa para reforço da estabilidade da chaminé. Mais foi referido existirem no Pais inúmeros exemplos similares de reforço de estabilidade. Não aceitar esta solução alternativa é desacreditar nos engenheiros.

A proposta foi posta a votação e inacreditavelmente foi aprovada a demolição da chaminé com 4 votos do PSD e 3 votos contra do PS.

No seguimento, a bancada do PS manifesta-se com uma declaração de voto contra que já é do conhecimento público».

Resposta do Município

Entretanto o Município de Arganil respondeu ao comunicado do Partido Socialista sobre a demolição da chaminé, cuja nota de imprensa enviada à nossa Redacção, transcrevemos na íntegra:

«Numa demonstração pública de má-fé ou ignorância, o partido socialista fez publicar declarações relacionadas com a decisão de demolição da chaminé localizada no terreno onde se encontra em curso a construção do novo Serviço de Urgência Básico e Centro de Saúde de Arganil. A Câmara Municipal considera tais declarações pouco rigorosas, politicamente oportunistas e desconectadas da realidade técnica que sustenta esta decisão.

A preservação do património arquitetónico e da memória coletiva do concelho é uma preocupação permanente deste executivo e dos anteriores executivos do PSD. Prova disso é o facto de o Município ter manifestado, desde o primeiro momento, a intenção de manter a chaminé. É o próprio projetista que o refere no projeto de execução submetido a concurso nos seguintes termos: «Foi, ao mesmo tempo, uma orientação do município integrar a chaminé industrial no conjunto, o que é conseguido na proposta».

Importa ainda sublinhar a incoerência do partido socialista, que hoje se apresenta como defensor da memória industrial, mas que, no passado recente, se opôs à reconstrução de um dos mais relevantes símbolos do património industrial de Arganil — a Antiga Cerâmica Arganilense. Esta contradição fragiliza o discurso agora assumido e revela uma abordagem seletiva e circunstancial ao património.

O partido socialista teve pleno conhecimento de todo o processo, participou nas discussões havidas ao longo do último ano e teve acesso à informação técnica disponível. As declarações agora proferidas não visam esclarecer os munícipes, mas antes lançar dúvidas infundadas, tentando fazer crer que esta foi uma decisão tomada de ânimo leve, o que é manifestamente falso.

Face às informações intencionalmente distorcidas, importa esclarecer:

1. Aquando da elaboração do projeto do novo SUB e Centro de Saúde de Arganil e considerando a inexistência de projeto ou estudos relacionados com a estabilidade da chaminé, o projetista entendeu incluir no mapa de trabalhos da empreitada, a mandar executar pelo empreiteiro, um conjunto de ensaios e estudos relativos à estabilidade da chaminé industrial;

2. O empreiteiro contratou, para realização desses ensaios, o ITeCons – Instituto de Investigação e Desenvolvimento Tecnológico para a Construção, Energia, Ambiente e Sustentabilidade. O IteCons é uma instituição de utilidade pública de reconhecido mérito técnico e científico, vinculada à Universidade de Coimbra;

3. As conclusões dos ensaios realizados pelo Itecons, desenvolvidos de acordo com as normativas nacionais e europeias em vigor são compreensíveis para qualquer cidadão comum. Passamos a citar: Em termos estruturais foram efetuadas análises tendo em conta as ações gravíticas, a ação do vento e a ação do sismo, nas suas respetivas combinações de ações. Para a ação do sismo, considerou-se oportuno efetuar 2 cálculos distintos, um mais geral no qual a chaminé é classificada com ‘Classe de Importância’ II e outra, mais restrita, com ‘Classe de Importância’ IV devido ao facto de se encontrar inserida no complexo de um Centro de Saúde, um edifício relevante para a proteção civil. Verificou-se que as tensões de tração são excedidas em todas as análises, pelo que se considera que a chaminé não se encontra em segurança, tendo em conta a regulamentação em vigor e os parâmetros assumidos nos cálculos que se apresentam neste relatório. Particularmente, no caso de se considerar que a chaminé deve ter uma Classe de Importância IV, as tensões, tanto de tração como de compressão, são largamente excedidas e o colapso da chaminé inevitável caso ocorra um sismo desta magnitude.

4. Posto isto, cumprir a legislação aplicável, acautelar a segurança de pessoas e bens e pautar pela responsabilidade implica demolir a chaminé da antiga fábrica da resina;

5. Governar implica tomar decisões difíceis! Algumas vezes contrárias aquelas que são os nossos desejos! Mas é também inequívoco que quem não tem capacidade para tomar as decisões difíceis, que às vezes se impõem, também não tem capacidade para Governar!

6. De resto, não deixa de ser sintomático que um argumento invocado pelo líder da bancada do partido socialista, numa reunião de Câmara de dezembro de 2025, tenha sido o de que ela não tinha caído com o sismo que tinha ocorrido pouco tempo antes;

7. Relativamente aos valores financeiros invocados pelo partido socialista, o argumentário socialista é manifestamente constrangedor;

8. Como se depreende do projeto e qualquer cidadão comum compreende, os trabalhos na chaminé só seriam executados se os ensaios demonstrassem que a chaminé cumpria os requisitos de estabilidade e segurança regulamentares; coisa que não se veio a verificar;

9. De resto, os tais trabalhos de “reabilitação da estrutura” a que se refere o partido socialista resumiam-se, afinal, à aplicação de verniz para tijolo e aplicação de primário, à Limpeza da base da chaminé e formação de reboco e aplicação manual de duas demãos de tinta plástica, com aplicação prévia de uma demão de primário, na base da chaminé;

10. Parece que o partido socialista entende que estes trabalhos, de pinturas e envernizamento, permitiriam resolver os problemas de estabilidade da chaminé. Ficamos esclarecidos!

11. Todavia, como está tecnicamente bem demonstrado, a manutenção da chaminé existente não é uma solução viável, exclusivamente por razões de segurança estrutural, independentemente de quaisquer intervenções de reparação que pudessem ser equacionadas.

12. Esta matéria foi amplamente discutida em reuniões de Câmara ao longo do último ano, encontrando-se devidamente registada em atas e documentação oficial. Importa ainda referir que um dos atuais vereadores do partido socialista acompanhou todo este processo desde o início, não tendo nunca manifestado qualquer discordância com a solução de demolição por razões de segurança, o que torna difícil compreender a narrativa agora apresentada.

13. Perante a obrigatoriedade de demolição da chaminé — reiterando-se: por razões de segurança de pessoas e bens, num espaço destinado a um equipamento de saúde — subsistem duas opções: construir uma réplica da chaminé existente, ou construir/instalar outra solução diferente que resulte de participação pública;

14. Foi neste enquadramento que o Município decidiu submeter à apreciação da Câmara a demolição da chaminé e, no caso da segunda opção acima referida, a promoção de um concurso de ideias, desafiando arquitetos a apresentar propostas para um novo elemento arquitetónico que marque o espaço e substitua simbolicamente a antiga chaminé, conciliando memória, contemporaneidade e qualidade urbana.

15. Nunca foi, nem será, objetivo deste executivo destruir o património arquitetónico do concelho. O que não fará é ignorar pareceres técnicos ou colocar em risco a segurança de pessoas e bens para satisfazer discursos demagógicos, irresponsáveis e politiqueiramente convenientes.

O Município de Arganil continuará a agir com responsabilidade, rigor técnico e respeito pela memória coletiva, colocando sempre o interesse público acima de qualquer outro, sem se deixar condicionar por comunicados alarmistas ou estratégias de aproveitamento polítiqueiro!»

Recorde-se que apesar da tentativa de contacto com o presidente da Câmara Municipal de Arganil, não foi possível até ao fecho da edição de A COMARCA obter qualquer comentário adicional à resposta enviada à Comunicação Social pelos serviços da autarquia arganilense.