ARGANIL: PRIMEIRA VISITA OFICIAL A UMA PEQUENA ALDEIA DO CONCELHO DE ARGANIL – Presidente da República na Mourísia

O Presidente da República com o presidente da Assembleia Municipal e executivos camarário e da União de Freguesias de Cerdeira e Moura da Serra

Na terça-feira, dia 10, e no cumprimento da promessa que fez enquanto candidato e das palavras que proferiu na sua tomada de posse como Presidente da República, António José Seguro quis iniciar o seu mandato com a visita a uma pequena aldeia do concelho de Arganil, perdida no meio da Serra do Açor, neste interior profundo do nosso país que é a Mourísia, na União de Freguesias da Cerdeira e Moura da Serra.

Quando tanto se falou e fala do interior, deste interior sempre tão esquecido e de que infelizmente se fala apenas pelos piores motivos, como os incêndios, que esta vinda do mais Alto Magistrado da Nação à Mourísia seja e sirva de exemplo para quem tem responsabilidades políticas de governar o país como um todo e não apenas olhando para os grandes centros, onde há mais votos, esquecendo que todas as pessoas têm os mesmos direitos e deveres, a mesma dignidade. Todos são portugueses.

António José Seguro prometeu e cumpriu. Num momento muito difícil para as (poucas) pessoas, pouco mais de uma dezena, da pequena aldeia do nosso concelho, que foi cercada pelas chamas, passou por ali, quase discretamente e prometeu voltar. E voltou. Que a sua presença, mesmo em tempos difíceis, seja um sinal de novos tempos, de esperança e leve daqui a vontade de voltar.

E ao partir e depois de cumprimentar os residentes e uma visita à aldeia, o Presidente da República disse que  “vim aqui agradecer-vos”, enquanto uma das residentes dizia que “estamos nervosos por ver aqui uma pessoa muito importante” e, como considerou também o presidente da União de Freguesias de Cardeira e Moura da Serra, Bernardo Figueiredo, “é muito importante a visita do Presidente da República à Mourísia, (…) acontece uma vez na vida de alguém que está muito preocupado com o interior do país”.

“A razão de aqui estar é conhecida de todos. Eu visitei a Mourísia, em Agosto, não conhecia e tocou-me profundamente, não apenas a maneira como fui recebido, mas sobretudo todas as histórias que me contaram, histórias reais de vida de quem teve que enfrentar os incêndios e as chamas. E só de olharmos para estas encostas e percebermos que durante a noite elas caminhavam no vosso sentido e o que foi a vossa coragem, a vossa bravura que resistiu e que combateram, isso enternece-me como motivo de grande orgulho da maneira de ser português, da maneira de resistir, da maneira de lutar. E depois, nunca mais esquecerei aquela Bandeira Nacional (…) na placa que está colocada à entrada da vossa aldeia a sinalizar o orgulho de ser português”.

“E por isso aqui estou hoje, para vos dizer que não vos vou esquecer, não vou esquecer a Mourísia, não vou esquecer Arganil, não vou esquecer o interior do nosso país, que luta, que sofre, mas que é determinado, que é rijo e que é corajoso”, considerou António José Seguro, acrescentando mais uma vez, “e por isso eu vim aqui agradecer-vos essa característica tão portuguesa, a vossa bravura e a vossa luta, desejar-vos as maiores felicidades e dizer que podem contar com o vosso Presidente da República”.

E depois de considerar também “que muitos dos problemas que existem dependem daquilo que nós podemos fazer para os melhorar e para os solucionar. E que a atenção que a Mourísia precisa e o interior do nosso país exige respostas da política. E sobretudo quando se fazem promessas de apoio, é importante que essas promessas sejam concretizadas”, o Presidente da República lembrou que o presidente da Câmara Municipal, Luís Paulo Costa, “acabou de me informar que ainda há apoios por concretizar em termos dos incêndios que ocorreram no Verão passado. E que só no concelho da Arganil estamos a falar de cerca de 4 milhões de euros e portanto, o meu apelo, é que menos expectativas, mais apoios. Menos palavras, mais actos. E sobretudo que as pessoas possam ter a certeza que quando o Poder político fala é para valer. Eu serei um Presidente exigente. E renovo essa exigência neste momento aqui, em Mourísia, para que de facto as palavras na política possam valer. E que isso reconcilie os portugueses com as nossas instituições”.

“Eu não tenho o poder executivo no nosso país, mas tenho o poder da palavra. E esta minha presença aqui, o meu primeiro acto fora de Lisboa, expressa também isso, a necessidade de se olhar para todos os portugueses, independentemente do local onde residam”, salientou ainda António José Seguro, acrescentando que “é neste equilíbrio entre regiões e territórios, mas também tendo em conta a vontade das pessoas, que nós avançamos e progredimos. E, portanto, o meu desejo é que as pessoas vivam com qualidade e que o Estado não lhes falte, independentemente do local onde decidam viver”, terminando por afirmar que “eu sou uma pessoa próxima, sou uma pessoa que conhece bem o país e quero estar em contacto com os portugueses” e por dar a conhecer que, muito em breve, irá ser dada a conhecer a data da sua primeira Presidência Aberta e “que vai ser na Região Centro”.

(*) Com o estagiário
PEDRO CUNHA