
No passado dia 28 de dezembro, no quartel-sede, realizou-se a assembleia geral da Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Góis para, de entre outros assuntos, eleger os órgãos sociais para o triénio 2026/2028 (em caixa).
Apresentada apenas uma lista pela direcção, Júlio António da Silva Moura voltou a ser reeleito presidente, “não foi fácil, foram três anos martirizantes”, mas “são três anos acabados, três anos a começar”, deixando o seu sentido abraço a Rui Rosa, que deixou o cargo de tesoureiro, “o Rui conseguiu dar a volta, uma pessoa íntegra, honesta. Muito obrigado, Rui, e continuamos a contar contigo”, considerando ainda que “temos uma boa equipa para caminhar durante mais três anos, duros”, esperando também a continuação do apoio do Município, dos goienses, aos seus Bombeiros.
“Foi bom estar aqui estes três anos, saímos mais enriquecidos, com novos conhecimentos, reforçar amizades. Foi uma equipa fantástica”, disse Rui Rosa, agradecido, considerando ainda que “se esta direcção teve êxito, o maior culpado é o presidente. Eu cumpri a minha obrigação. Obrigado a todos e Bom Ano Novo de 2026”.
O presidente da assembleia geral, Jaime Garcia, deixou à nova direcção votos de “um bom mandato, com sucesso e de trabalho dedicado a exemplo do anterior, (…) o que importa é que os Bombeiros possam continuar a cumprir a sua missão para bem dos goienses”, deixando ainda palavras de agradecimentos aos elementos que agora cessaram funções, “com especial relevo, pelo trabalho que fez, para o tesoureiro Rui Rosa”, deixou também os “parabéns à direcção” e votos que “estes três anos constituam uma viragem na vida da Associação”.
Uma viragem bem visível no trabalho realizado no “arrumar de casa” que foi necessário fazer na Associação, no grande esforço de tesouraria para conseguir satisfazer os compromissos com fornecedores e consequentemente dar condições de operacionalidade ao seu Corpo de Bombeiros nos quartéis de Góis e Alvares, sendo por isso deixados também os parabéns à direcção pelo associado Pedro Nogueira, não só pela presença do número de associados na assembleia geral, “é sinal que a Associação está mais perto dos associados” e “pelo enorme esforço para melhorar as condições financeiras da Associação”.
“Há vontade de dar continuidade ao projecto de recuperação”, referiu ainda Pedro Nogueira, e que está bem expressa na proposta de plano de actividades e orçamento da direcção para o ano de 2026 , antes apresentada, discutida e aprovada (por unanimidade) e onde é “reconhecida, quer internamente quer publicamente, a importância estratégica que esta instituição tem para o bem-estar e segurança de pessoas e bens do concelho de Góis.
Assumindo como linha orientadora a necessidade de garantir a operacionalidade do Corpo de Bombeiros e a sustentabilidade económica e financeira da Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Góis, neste plano e orçamento foram definidas estratégias essenciais para a manutenção e melhoria o trabalho que tem vindo a ser realizado”, contudo “importa começar por referir os condicionalismos financeiros herdados” e consequentemente “as vicissitudes de carácter económico-financeiro” que “marcaram e marcam a vida da instituição”, pelo que “não tem sido fácil, neste contexto, evitar a exaustão por força dos sacrifícios e dificuldades”, cabendo por isso “uma palavra de agradecimento aos trabalhadores e voluntários que continuam a acreditar no projecto, não abandonando, contribuindo com todos os seus esforços para que a Associação siga o seu caminho”.
Foi deixado também um “reconhecido obrigado à Câmara Municipal que, para além do apoio efectivo de tesouraria corrente, tem permitido e contribuído para criarmos condições de melhorias significativas para o melhor funcionamento operacional do Corpo de Bombeiros”, sendo ainda reconhecido que “será fundamental que no futuro mantenha o apoio à Associação Humanitária, pois caso tal não ocorra, as dificuldades de tesouraria terão sérias consequências no exercício da nossa actividade de socorro a pessoas e bens, bem como no cumprimento atempado das nossas responsabilidades junto de fornecedores e funcionários”.
Foram ainda deixados agradecimentos “pela importância dos apoios das Juntas de Freguesia, instituições locais, empresas, sócios e comunidade em geral do concelho de Góis”, sendo referido depois que o plano proposto e actividades “não é muito diferente do que tradicionalmente tem sido apresentado, mas é fundamental chamar a atenção para a aposta significativa feita por esta direcção na área das actividades e dos seus respetivos responsáveis, visando uma maior presença e pujança nas diferentes acções e realizar”, nomeadamente na missão dos Bombeiros, na formação, no equipamento, nas instalações, na instituição mantendo “o bom relacionamento com Associações congéneres e com entidades nacionais, regionais e locais com responsabilidade na Protecção Civil”, na sustentabilidade, no voluntariado, numa palavra “julgamos ser um plano de actividades e orçamento rigoroso, mas necessário e dentro daquilo que, com um esforço suplementar, se possa fazer cumprir”.

