ESTRADA NACIONAL 342 ENTRE GÓIS E ARGANIL FECHADA HÁ MAIS DE UM MÊS: “É inaceitável”

Foto: AS BEIRAS

Desde a passagem das tempestades de Janeiro e Fevereiro, a Estrada Nacional 342 entre Góis e Arganil está fechada há mais de um mês, condicionando o transporte escolar dos alunos dos dois concelhos, o transporte de doentes e também as muitas pessoas que, diariamente e pelas mais diversas circunstâncias, têm de circular naquela estrada.

“É inaceitável”, como foi referido na reunião da Comunidade Intermunicipal da Região de Coimbra, realizada em Tábua, onde o presidente da Câmara Municipal de Góis, Rui Sampaio disse que “eu quero uma resposta concreta e neste momento não tenho” dado que, desde a primeira hora, “temos feito reclamações para que haja ali uma intervenção rápida e prioritária, mas até ao momento não temos ainda uma resposta” que garanta “quando é que vai ser a feita a intervenção”.

Este interior não faz parte desse país

Segundo notícias que temos ouvido, uma grande parte das ligações afectadas no país já estão repostas, o que nos leva a pensar, mais uma vez, que este interior não faz parte desse país. Até porque se trata de uma estrada de vital importância e que serve outros concelhos da região, mas talvez não seja esse o entendimento daqueles que têm a responsabilidade da sua manutenção, uma vez que este corte e ainda segundo Rui Sampaio, “tem criado também constrangimentos no transporte escolar de alunos do concelho para a Escola Secundária de Arganil (Góis não tem Escola Secundária), que acabam por chegar atrasados à primeira aula da manhã”.

Na mesma reunião da CIM, a presidente, Helena Teodósio, pediu aos Municípios para reportarem todos os casos de estradas nacionais e municipais com cortes ou condicionamentos de trânsito para levar a questão a uma reunião com o Ministro das Infraestruturas, agendada para 6 de Abril, sem deixar de considerar que “há situações graves, com empresas com dificuldades em laborar, alunos com dificuldade em aceder às escolas e Municípios sem orçamento para avançar com alguns tipos de obra”, esperando por isso que o Governo apresente soluções de apoio para resolver os problemas de acessibilidades que ainda se sentem na região.