FERIADO MUNICIPAL DE GÓIS: “Reconhecimento e (…) compromisso com o futuro”

O executivo municipal com os agraciados com a Medalha de Mérito do Concelho

No dia 13 de Agosto, Góis celebrou o seu Feriado Municipal e, como salientou o presidente da Câmara, Rui Sampaio, “este dia não representa apenas memória, é também reconhecimento e, acima de tudo, compromisso com o futuro”.

E depois de recordar a história do Feriado Municipal, “em 1912, foi instituído em Góis o dia 24 de Junho, Dia de S. João, como Feriado Municipal, mais tarde o Feriado tornou-se móvel, adaptando-se às festas programadas e ao interesse do turismo e dos emigrantes”, Rui Sampaio deu a conhecer que “em 1992, o executivo municipal decidiu repor o Feriado em dia fixo, aprovando por unanimidade o dia 13 de Agosto, uma data marcante para a nossa história relacionada com o documento de doação das terras de Góis, no século XII, por D. Teresa, regente do Reino, e pelo seu filho, futuro rei D. Afonso Henriques. É por isso, uma data que nos liga profundamente à nossa história”.

E além desse facto e como considerou o presidente da Câmara Municipal, “um dos momentos mais importantes desta cerimónia é aquele em que o Município distingue publicamente pessoas que, através do seu trabalho, do seu mérito, da sua dedicação e da sua participação cívica, contribuíram para o desenvolvimento e para a afirmação de Góis”, como as empresas distinguidas como PME Líder 2025 e reconhecidas pelo Município, Álvaro Matos Bandeira & Filhos, Lda., Fapie – Caixilharias, Lda., Tecnoveritas – Serviços de Engenharia e Sistemas Tecnológicos, Lda., TransSerrano – Aventura, Lazer e Turismo, Lda., atribuindo ainda subsídios de natalidade, assinados protocolos e contratos de programa de concessão de subsídios, com destaque ainda para a atribuição de distinções honoríficas (em caixa), nomeadamente Medalhas de Serviço Público e Medalhas de Mérito à Transserano, pelos seus 25 anos de existência e a José Dias dos Santos, pelos seus 25 anos como presidente da Casa do Concelho de Góis.

As distinções honoríficas atribuídas “não são apenas medalhas, são uma forma de dizer obrigado. São o reconhecimento público de uma comunidade àqueles que dedicaram uma parte importante da sua vida ao serviço dos outros”, disse Rui Sampaio, “e a todos os homenageados de hoje, deixo o nosso respeito, a nossa gratidão e o nosso reconhecimento”.

Mas “celebrar o nosso Município é também renovar, com actos e decisões concretas, o nosso compromisso com o presente e como o futuro de Góis”, salientou o presidente da Câmara Municipal, considerando que “um desenvolvimento coeso, justo e sustentável só é possível quando caminhamos lado a lado com as instituições, associações, Corporações e Juntas de Freguesia que, diariamente, servem a nossa população. É essa a responsabilidade que orienta as escolhas que fazemos todos os dias”, investindo “fortemente na Educação, (…) na Acção Social e na Saúde”. E também no apoio às famílias.

E, nesse âmbito, o Município de Góis atribuiu este ano subsídios de natalidade a 10 famílias residentes no concelho, relativos a crianças nascidas em 2025, uma medida que, segundo Rui Sampaio, “traduz a vontade de acompanhar e apoiar todas as famílias que escolhem Góis para viver e constituir família”, considerando que “cada criança que nasce é uma nova esperança para a nossa comunidade e uma presença profundamente bem-vinda, porque representa também o futuro de Góis”.

Um futuro que não deixa de passar também “pela valorização do nosso património natural, a protecção e a gestão e defesa das nossas florestas, nos apoios para 2026, “em mais de 583 mil euros de transferências financeiras destinadas a reforçar a acção social, a segurança, a cultura, o desporto, a mobilidade e o Poder Local de proximidade”, como disse o presidente da Câmara, acrescentando depois que “continuamos a estar ao lado das instituições que todos os dias fazem a diferença na vida da nossa comunidade”. Porque “Góis precisa de todos”.

“Mas cuidar de Góis é também conhecer de perto as necessidades de quem aqui vive e transformar esse conhecimento em respostas concretas”, como o Projecto Radar Social e o Aproximar, “é esta a nossa forma de fazer política social, não esperar que os problemas cheguem aos serviços, mas ir ao encontro  das pessoas; não nos limitarmos a identificar necessidades, mas transformar esse conhecimento em acção”, referiu Rui Sampaio, sem esquecer o reforço da resposta médica no concelho, a criação de novas formas de acesso aos cuidados, a mobilidade, a habitação, considerando que “tudo isto demonstra que os investimentos que fazemos não são meros números inscritos num documento orçamental, são respostas concretas, são decisões que têm impacto na vida das pessoas e, acima de tudo, são as próprias pessoas”.

“Mas não podemos falar do futuro de Góis sem reconhecer também os desafios que o nosso território tem enfrentado”, disse ainda  o presidente da Câmara, como os incêndios, a tempestade Kristin que “deixaram marcas profundas” e que “obrigam o Município a responder, muitas vezes de forma imediata, a necessidades que não estavam previstas, a reparar danos” e, “num território extenso, de baixa densidade e com uma rede de acessibilidade exigente, cada ocorrência desta natureza representa um esforço acrescido para o Poder Local”, havendo por isso ser também “necessária uma reflexão conjunta sobre a forma como o Estado apoia os Municípios mais expostos a estas ocorrências”.

“O Governo, a Administração Central e Regional, as estruturas de Protecção Civil e as entidades com responsabilidades nas infraestruturas e no território podem desempenhar aqui um papel determinante, criando condições para que os Municípios consigam recuperar mais rapidamente, prevenir melhor e preparar as suas populações para os desafios que temos e teremos de enfrentar, (…) porque cuidar de um território como Góis é também garantir que este tem capacidade para resistir, recuperar e continuar a construir o seu futuro”, como considerou o presidente da Câmara Municipal , terminando por salientar que “Góis é uma terra com passado ilustre mas é, acima de tudo, uma comunidade com futuro (…) que não se constrói apenas com obras, investimento ou números, constrói-se com pessoas, com comunidade e com a capacidade de nunca deixar ninguém para trás. (…) E é por Góis, pela nossa terra e pelas nossas pessoas que continuaremos a trabalhar”.

Foram esses também os sentimentos deixados pelo presidente da Assembleia Municipal, Nuno Baeta, salientando que “celebramos, hoje, mais um Feriado Municipal de Góis. Um momento que nos permite, naturalmente, celebrar aquilo que somos, mas também refletir sobre aquilo que queremos continuar a ser enquanto comunidade e enquanto território”, sem deixar de considerar que “foi mais um ano de trabalho, de desafios e, também, de mudanças. Um ano que ficou marcado pela realização de eleições autárquicas e, consequentemente, por uma alteração do panorama político local e pela renovação de vários protagonistas nos órgãos autárquicos do nosso concelho. Mas há algo que não mudou, nem pode mudar: o nosso objetivo comum. Independentemente das opções políticas de cada um, independentemente das diferenças de opinião ou das responsabilidades que cada eleito assume, devemos estar unidos por um propósito maior: contribuir para o desenvolvimento do concelho de Góis e para a melhoria das condições de vida dos goienses”.

“A política local só faz verdadeiramente sentido quando colocada ao serviço das pessoas”, referiu ainda Nuno Baeta, deixando palavras de particular apreço para os homenageados, terminando por dirigir também “uma palavra de encorajamento a todos os que diariamente assumem responsabilidades autárquicas no nosso concelho, (…)  não será um caminho fácil. Mas é um caminho que temos de fazer juntos. Com diferenças, naturalmente. Com debate, sempre que necessário. Com exigência, porque os goienses merecem. Mas, acima de tudo, com sentido de responsabilidade e com a consciência de que aquilo que nos deve unir é muito maior do que aquilo que nos possa separar. Góis precisa de todos”.

O vice-presidente da CIM – Região de Coimbra, Ricardo Cruz, também se associou às comemorações do Feriado Municipal, deixou os parabéns aos homenageados, enalteceu o trabalho desenvolvido pela Câmara Municipal, a importância do Município de Góis no contexto da região, deixando a certeza que pode contar sempre com a Comunidade Intermunicipal da Região de Coimbra.

33.ª CONCENTRAÇÃO INTERNACIONAL DE MOTOS: Milhares de mototuristas em Góis e na região

Mais do que as palavras, a foto fala por si e é bem demonstrativa do que foi a “loucura” com os Xutos & Pontapés a encher por completo o recinto principal da Concentração

Foi precisamente em dia de Feriado Municipal, 13 de Agosto, que outra grande festa começava em Góis, a 33.ª Concentração Internacional de Motos, que mais uma vez trouxe ao concelho e à região muitos milhares de pessoas, amantes das motas, de todo o país e do estrangeiro.

Organizada pelo Góis Moto Clube, a Concentração reforçou mais uma vez “a afirmação de Góis como destino de motociclismo, natureza e turismo, através de um forte investimento na segurança e nas condições de acolhimento, preservando a identidade, autenticidade e proximidade que o distinguem”, voltando a transformar o concelho num dos principais pontos de encontro do motociclismo em Portugal.

Num programa que cruzou motos, música, natureza e convívio, a Concentração Internacional de Motos voltou a ser também “um encontro entre a paixão pelas motos e um território onde a natureza assume um papel central: o rio Ceira, as praias fluviais e a envolvente natural e cultural integram-se na própria experiência da Concentração, criando um cenário difícil de replicar noutros grandes encontros motards”, com Góis a ver o seu número de residentes multiplicado várias vezes durante os quatro dias da edição deste ano que, com todo este movimento, não deixou de ter reflexos diretos no comércio local, turismo, alojamento e restauração, contribuindo para a dinamização económica do concelho e da região.

Eram motos e mototuristas por toda a parte

Eram motos e mototuristas por toda a parte. Era a grande festa que, na sua programação musical, voltou a assumir também um lugar de destaque, porque entre os nomes de maior projeção, estiveram os Xutos & Pontapés, a abrir, The Gift e Karetus, David Antunes & The Midnight Band e Peste & Sida, entre muitos outros artistas, bandas e DJs, distribuídos por  vários espaços – Palco Tá-se Bem, Rock & Ride, Welcome Stage e Sunset Alves Bandeira –, permitindo que a programação acompanhasse os diferentes momentos do dia, desde as tardes junto ao rio, até aos concertos e festas que se prolongaram pela madrugada.

Destaque também para os encontros dedicados a Vespa, Mini-Trail, Sidecar e Feminino, além de animação de rua e jogos de água, terminando no domingo com um dos momentos mais emblemáticos do programa, o tradicional passeio e desfile motard e o adeus até para o ano para a 34.ª Concentração Internacional de Motos.

A organização contou com o apoio da Câmara Municipal de Góis, da Federação de Motociclismo de Portugal e de vários parceiros locais e nacionais, ficando o “muito obrigado a todos os que estão envolvidos na organização” do presidente do Góis Moto Clube, Ricardo Pinto, reconhecendo ainda que “sem a ajuda de todos nada disto seria possível” e, apesar de “chegarmos a esta edição com uma enorme expectativa, a resposta (…) é que esta poderá ser uma das Concentrações mais participadas da nossa história”.

Foi ver para crer.