GÓIS: “DA FORMAÇÃO AO MERCADO DE TRABALHO: UM SALTO PARA O FUTURO” – X Feira de Emprego e Formação Profissional de Góis

Na sessão de abertura, o presidente da ADIBER salientou que com a realização da Feira o que se pretende é que “as pessoas se qualifiquem, possam adquirir novas competências, mas possam também depois utilizar essas mesmas competências naquele território que amam, naquele território que os viu nascer, naquele território ao qual se sentem ligados”

Na passada segunda-feira, no espaço multiusos da Casa da Cultura de Góis, realizou-se a X Feira de Emprego e Formação Profissional de Góis, organizada pela ADIBER – Associação de Desenvolvimento Integrado da Beira Serra através do CLDS Góis em Rede + Inclusivo, Empregador e Ligado e que contou ainda com as parcerias do Município, do Agrupamento de Escolas e do Instituto de Emprego e Formação Profissional.

E mais uma vez esta Feira pretendeu “afirmar-se como um espaço privilegiado de partilha de conhecimento, divulgação de oportunidades de emprego e formação, bem como de dinamização do tecido económico e social da Região”. E foi a Região que esteve representada através das ofertas formativas em todas as áreas (e particularmente para os mais jovens), desde a Universidade de Coimbra, Instituto de Emprego e Formação Profissional, Agrupamentos de Escolas de Arganil, Vila Nova de Poiares, Lousã, Góis, Escola de Hotelaria e Turismo de Coimbra, Exército Português, Polícia de Segurança Pública, Bombeiros de Góis, Status, Instituto Superior Miguel Torga, EPTOLIVA, ARCIL, ADIP, Associação Empresarial Serra da Lousã, Escola Tecnológica da Zona do Pinhal Interior, Petroensino, de entre outras, tudo isto para mostrar e demonstrar aos jovens, “para tentar ajudar os jovens” que “há vários caminhos, (…) é preciso dizer aos jovens para serem empreendedores”, como referiu, na sessão de abertura  o presidente da Câmara Municipal, Rui  Sampaio.

Sob o desígnio “Da Formação ao Mercado de Trabalho: Um Salto para o Futuro”, a edição deste ano contou com a realização de um seminário que se destacou pela abordagem a temas prementes como a transição digital, a inteligência artificial e o empreendedorismo criativo e que teve a participação de especialistas da academia e meio empresarial, representantes institucionais e intervenções de jovens de referência do concelho.

“Vivemos actualmente num contexto de constante transformação social, tecnológica e profissional. O mercado de trabalho encontra-se em permanente evolução e exige cada vez mais competências diversificadas, capacidade de adaptação, espírito empreendedor e qualificação contínua. Neste sentido, esta iniciativa pretende criar um espaço de convenção, partida de conhecimento e aproximação entre jovens, instituições de ensino, entidades formadoras, empresas e profissionais das mais diversas áreas”, como foi referido na sessão de abertura da Feira, tendo depois o presidente da direcção da ADIBER, Miguel Ventura, deixado os agradecimentos aos alunos, a todos os presentes e envolvidos na organização, sem deixar de felicitar também “quem teve de facto a ideia do mote para esta Feira de Emprego e Formação a um mercado de trabalho, um salto para o futuro, e é de facto esta transição que nós pretendemos criar com a realização destas iniciativas, ou seja, trazer neste caso até Góis um conjunto de entidades que trazem também consigo um conjunto de oportunidades que despertem nos nossos jovens a vontade, aquele que é o sentimento do que necessitam e do que querem fazer para o seu futuro”.

“É isso efetivamente que nós pretendemos, (…) que as pessoas se qualifiquem, possam adquirir novas competências, mas possam também depois utilizar essas mesmas competências naquele território que amam, naquele território que os viu nascer, naquele território ao qual se sentem ligados”, disse Miguel Ventura, acrescentando ainda que “nós temos um território fantástico, um território com potencial incrível e que tendo essas mesmas competências podemos ajudar de facto ao seu desenvolvimento e a criar novas perspectivas de futuro para todos nós”, terminando por desejar “uma boa Feira e que todos vós, os alunos que são os principais destinatários desta Feira, possam de facto aproveitar esta oportunidade que com todos vós partilhamos durante este dia”.

“Todos nós, que já fomos mais novos, chegámos a uma fase da nossa vida em que temos que dar um passo diferente e muitas vezes interrogamos será que é este o passo certo, tomámos uma opção e, mas tarde, acabamos por descobrir que aquela não é a nossa vocação”, disse depois a directora do Agrupamento de Escolas de Góis, Cristina Martins, acrescentando por isso que “a ideia de uma Feira destas é tentar ajudar os jovens a descobrirem aquilo que pode ser a sua vocação, aquilo que pode ser uma oportunidade para a sua vida, que muitas vezes é difícil de escolher”, deixando “uma palavra especial” aos alunos, porque “é nesta fase da vossa vida que começam a surgir decisões importantes sobre o caminho académico e profissional que cada um deseja seguir. Cada experiência, cada aprendizagem e cada oportunidade de contacto com diferentes realidades pode ajudar-vos a descobrir novos interesses e novas possibilidades”.

Por isso e como considerou também Catarina Sá, em representação do Instituto de Emprego e Formação Profissional, “este tipo de iniciativas são uma oportunidade para a unidade jovem, não só goiense, mas também para todos os jovens do território, deste território, e também para os nossos desempregados, (..) é uma excelente oportunidade de partilha e de puderem também conhecer todas as oportunidades que temos neste território, quer seja a nível de emprego ou de formação profissional. (…) Aproveitem este espaço, porque, de facto, são espaços importantes para conhecermos tudo o que existe de respostas a este nível no nosso território”.

“Hoje, mais do que nunca, a formação, a capacidade de adaptação e o desenvolvimento de competências pessoais e digitais são fundamentais para construir um futuro sólido e sustentável. É precisamente por isso que iniciativas como esta assumem uma importância tão significativa. Esta Feira representa uma oportunidade privilegiada para aproximar os jovens de um mundo académico, profissional e empresarial, permitindo-lhes conhecer diferentes percursos, esclarecer dúvidas e, sobretudo, refletir sobre as escolhas que terão de fazer no seu futuro”, salientou o presidente da Câmara Municipal, considerando ainda que “muitas vezes criam-se alguns cenários, diria, catastróficos em relação àquilo que são as oportunidades dos jovens, mas também é preciso dizer aos jovens que eles próprios têm que criar a sua oportunidade, serem empreendedores, verem oportunidades de negócio e poderem criar uma forma de ganharem a sua vida. Nós sabemos que o mercado de trabalho não é fácil, é competitivo, mas hoje, mais do que no passado, há muito mais alternativas e abre-se uma que ainda é uma interrogação muito grande para todos nós, que tem a ver com o uso da inteligência artificial, mas que pode, de facto, criar oportunidades diferentes para os jovens e particularmente aqueles que estão no concelho de Góis, que não têm que obrigatoriamente todos de ser ir embora, porque não arranjam aqui a sua oportunidade de trabalho”.

E depois de citar que no concelho “temos vários exemplos de jovens que criaram o seu emprego, que organizaram a sua vida, que não têm que estar sempre aqui, têm que também desenvolver a sua actividade noutros locais, mas que regressam a Góis e são um exemplo para aquilo que pode ser uma oportunidade para quem hoje aqui está ou para quem procura seguir um caminho na sua vida”, Rui Sampaio felicitou “o CLDS por esta iniciativa, (…) o Município  sente-se orgulhoso pelo trabalho que é desenvolvido”, deixando a certeza  que “seremos sempre parceiros activos e interessados em colaborar”, esperando “que os jovens, no final do dia, possam sair daqui mais enriquecidos e encontrem um caminho para poderem fazer a sua vida”.

E por tudo isto e em cada painel que integrou o programa da Feira, foram depois apresentados testemunhos em vídeo, onde jovens naturais do concelho de Góis, actualmente em formação superior ou recentemente inseridos no mercado de trabalho, partilharam o seu percurso académico, os desafios da fixação de talento no interior e o sucesso do empreendedorismo de base local e cujo objectivo foi “inspirar os jovens estudantes a encarar a região como uma plataforma de lançamento para negócios inovadores e local de construção do seu projeto de vida”.