
O presidente da Câmara Municipal (CM) de Góis, em declarações à margem da sessão comemorativa do ‘Dia Mundial do Serviço Social’, resumiu alguns dos problemas que persistem no concelho devido às tempestades recentes.
“Fomos confrontados com uma situação excecional. A freguesia de Alvares foi a mais afetada, a que teve mais habitações danificadas”, começou por explicar Rui Sampaio sobre os estragos provocados pelas tempestades, que ocorreram no final de janeiro e durante o mês de fevereiro. Segundo o autarca, o município procedeu “imediatamente” à verificação dos danos no “local”, de modo a perceber as “necessidades” da população. Após esta análise, decidiu “disponibilizar os trabalhadores da autarquia” para efetuarem as “intervenções” necessárias para que as “pessoas não tivessem que sair das suas habitações”.
O presidente da CM acrescentou que também foi necessário “apoiar” o “lar de idosos em Alvares”, atendendo que sofreu “alguns danos graves”. Por outro lado, foi preciso reestabelecer as ligações rodoviárias afetadas pelas “derrocadas”, de modo a “evitar que as pessoas ficassem isoladas e que, em caso de necessidade de qualquer tipo de socorro”, este “pudesse ser prestado”. Reiterou que se trataram de “momentos muitos exigentes”, que vão “continuar a ser, porque nem tudo se resolveu”. Até ao momento, foram efetuadas as “resoluções” mais “imediatas”, mas ainda restam outras que implicam uma maior “profundidade” e que terão de ser realizadas “ao longo do tempo”.
O concelho de Góis tem também “algumas vias municipais que precisam de intervenções”, estando a “aguardar” para perceber qual o “financiamento” que vai receber para solucionar os problemas causados pelas tempestades. “Temos muitas árvores para retirar e a Mata da Oitava também foi bastante danificada”, complementou Rui Sampaio, reforçando que está em causa um “trabalho” que vai “ocupar” e “preocupar” a autarquia “durante algum tempo”. Questionado se as intempéries vão alterar o plano do executivo para este mandato, explicou que vai tentar “cumprir os objetivos que foram traçados”, mas com a “noção das prioridades” que “surgiram” devido a esta “situação de emergência”.
“A Estrada Nacional 342, a principal [via] que liga Góis a Arganil, neste momento ainda não está resolvida. É uma Estrada Nacional, não é uma competência nossa”, alertou o autarca. Face a estas circunstâncias, o executivo tem procurado uma “alternativa” a esta rodovia, levando as pessoas a circular pela “Estrada Municipal” que também estabelece a ligação entre os dois concelhos, mencionando que têm procurado intervencioná-la de forma a que fique nas “melhores condições possíveis”.
O Município está a tentar criar condições para que os alunos, que estudam em Arganil, consigam chegar a horas à escola
A estrada alternativa à Nacional 342 também tem permitido que os alunos de Góis, que estudam na “Escola Secundária de Arganil”, consigam deslocar-se de autocarro para o concelho vizinho. “Preocupa-nos o facto de as crianças, de manhã, chegarem tarde à escola. Estão a chegar com uma hora de atraso e isso provoca alguns problemas, não que tenha reflexos em termos de faltas (…) mas estamos a entrar numa altura crucial do ano [letivo] e é importante que não percam essas aulas”, revelou Rui Sampaio, acrescentando que o município está a “diligenciar, junto da ‘BusWay’, para que se crie uma alternativa que permita que os alunos cheguem a horas à escola”, de modo a que a normalidade seja restabelecida.
PEDRO CRUNHA – Estagiário

