INCÊNDIOS: Podem ter morrido mais de 400 animais

Foto: PÚBLICO

O relatório da Universidade de Aveiro revela que podem ter morrido 120 veados, 150 corços e 140 javalis nos fogos que afectaram a cordilheira central (Lousã, Açor, Estrela e Gardunha).

«Apesar de se tratar de estimativas, consideramos que a mesma é de elevada relevância para o futuro das populações de ungulados neste território, podendo contribuir para sustentar a sua gestão no curto a médio prazo», disse à agência Lusa o coordenador daquele departamento académico e autor do relatório.

O biólogo Carlos Fonseca salientou que a recuperação das populações de ungulados, que foram reintroduzidas na Serra da Lousã há 30 anos, será uma realidade em breve naquele território, uma vez que se trata de espécies muito resilientes.

«Aquelas populações poderão contribuir, em muito, para a valorização económica, social e ecológica desta vasta região», sublinhou o coordenador da Unidade de Vida Selvagem do Departamento de Biologia e do Centro de Estudos do Ambiente e do Mar da Universidade de Aveiro.

O relatório foi elaborado com base no trabalho de campo e na monitorização efectuada pela equipa da Unidade de Vida Selvagem do Departamento de Biologia e do Centro de Estudos do Ambiente e do Mar após os incêndios de Piódão, Arganil e Lousã, no distrito de Coimbra, que atingiram as serras do Açor, Lousã, Estrela e Gardunha, na cordilheira central.

Além destas mortes, quase três centenas de animais podem ter ficado feridos devido a queimaduras ou a atropelamentos, sendo que os veados poderão ter sido a espécie mais atingida.