
A Câmara Municipal manifestou a sua discordância desde o momento em que teve conhecimento relativamente à manobra de fogo tático realizada no passado dia 17 de Agosto, no âmbito do incêndio rural que teve início na aldeia do Candal.
A autarquia manifestou a sua oposição, nomeadamente pelo entendimento de que foi realizada numa zona onde não se justificava e em condições de risco acrescido — em pleno dia, com vento, temperatura e humidade desfavoráveis — potenciando projeções que vieram a ocorrer, obrigando ao empenhamento adicional de meios aéreos e terrestres, que assim não puderam corresponder a outras solicitações, assim como ao aumento considerável da área ardida e a diversas reativações que ocorreram nos dias seguintes.
Esta operação, realizada na cumeada entre a EN236 (zona da Fonte Fria) e o Parque Eólico – que afetou a área dos Baldios do Candal, Cerdeira e Catarredor e também do Casal do Catarredor – resultou na destruição de uma área estimada em cerca de 300 hectares, abrangendo povoamentos florestais e zonas de nascentes de extrema importância que abastecem os lugares limítrofes.
Face à gravidade da situação, a Câmara Municipal da Lousã irá solicitar formalmente a consulta da fita de tempo da ocorrência, de forma a apurar responsabilidades. Paralelamente, será ponderado o eventual procedimento legal adequado.
Com esta tomada de posição pública, a Câmara Municipal da Lousã reafirma o seu compromisso em defender o território, os seus recursos naturais e as populações.

