
Depois das últimas notícias vinda a público a darem como certo o novo atraso na execução do traçado entre Candosa (Tábua) e Folhadosa (Seia) do IC6, o assunto foi uma vez mais debatido na última sessão da Assembleia Municipal de Oliveira do Hospital.
Em resposta ao líder da bancada do PS, Raul Costa, o presidente da Câmara Municipal, José Francisco Rolo, confirmou que o Município foi surpreendido pela indicação de que a conclusão do processo poderá ser adiada para 2028, depois de, em Maio, ter recebido das Infraestruturas de Portugal (IP) a garantia de que o processo estaria concluído até ao final deste ano (ver edição de A COMARCA de 10 de Setembro).
Raul Costa começou por recordar os mais de 30 anos de reivindicações em torno da concretização do IC6, considerando que a infra-estrutura (…) «deveria estar feita», considerando tratar-se de (…) «uma dívida de vários governos a Oliveira do Hospital e esta região».
O deputado sustentou que a conclusão do IC6 é determinante para o desenvolvimento económico do concelho, para a actividade empresarial, para o turismo e para o acesso aos cuidados de saúde, pelo que é com apreensão que encara a mais recente informação de que a Avaliação de Impacte Ambiental poderá apenas ficar concluída em 2028, adiando para 2029 / 2030 novos desenvolvimentos no processo.
«Sabemos que 2029 é ano de eleições e esperamos não ser coincidência», afirmou Raul Costa, apelando, por isso, para que não sucedam novos adiamentos. «Ontem era para o final de 2026, hoje para 2028. Concurso ou não, obra ou não, pedimos justiça pelas pessoas que cá vivem e resistem», sublinhou.
Na resposta, o presidente da Câmara Municipal sublinhou que a conclusão do IC6, particularmente do troço com ligação à zona industrial de Oliveira do Hospital, continua a ser uma prioridade para o Município. «Falta-nos de facto o IC6, e particularmente o IC6 com o nó na zona industrial de Oliveira do Hospital. Isso é prioritário», afirmou.
José Francisco Rolo partilhou com os membros da Assembleia Municipal o que já havia respondido à comunicação social, recordando a reunião dos Serviços Técnicos da autarquia e do Executivo camarário com a Infraestruturas de Portugal, no passado dia 12 de Maio, onde (…) «nos foi apresentado a versão final do projecto e o calendário. Aquilo que nos foi dito é que, no limite dos limites, este processo ficava terminado em Dezembro de 2026», vincou.
Com a notícia avançada pela TSF que dá conta do adiamento do processo para 2028, o autarca anunciou que o Município decidiu solicitar esclarecimentos ao presidente do Conselho de Administração das Infraestruturas de Portugal: saber qual é o estado efectivo do projecto de execução, qual a razão para a alteração do prazo da avaliação ambiental e qual é, neste momento, o calendário previsto para a conclusão do projecto que permita avançar para a construção.
Crítico, o autarca estranha sobretudo a ausência de comunicação formal por parte das Infraestruturas de Portugal. «Há poucos meses atrás, em Maio, foi-nos dito que o processo seria encerrado no final do ano. E, à revelia de qualquer comunicação, qualquer movimento de diálogo, percebemos, pela comunicação social, que o processo foi empurrado», lamentou.
Apesar de todas as contrariedades, José Francisco Rolo deixou aos deputados a garantia de que continuará a trabalhar com os municípios da região – Tábua e Seia – para pressionar a IP a concretizar o traçado entre Candosa e Folhadosa, até porque (…) «enquanto outros debatem linhas de alta velocidade, estações intermodais, plataformas intermodais ferroviárias (…) nós não estamos aqui a pedir nenhuma auto-estrada. Estamos a pedir que substituam a velha Nacional 17, a velha Estrada Real, a velha Estrada da Beira, pelo itinerário complementar», vincou.
Cortesia: Rádio Boa Nova

