
Entre os dias 2 e 4 de Setembro, o Município participou como coorganizador da 12.ª edição da Coimbra Space Summer School (CSSS’26), realizada em Coimbra e Pampilhosa da Serra.
Promovida pelo Instituto Pedro Nunes (IPN) através do programa ESA BIC Centro, em parceria com o Observatório Geofísico e Astronómico da Universidade de Coimbra (OGAUC) e o Mestrado Conjunto Erasmus Mundus em Ciências Geoplanetárias (EMJM-GeoPlaNet), a escola de verão teve como tema “From Artemis II to a Permanent Human Presence on the Moon”. A iniciativa reuniu 41 participantes de 17 nacionalidades, entre os quais 18 estudantes do mestrado internacional EMJM-GeoPlanet.
A organização envolveu 7 elementos da equipa do IPN, 6 do Observatório Espacial de Pampilhosa da Serra (PASO), 1 do Pampilhosa Business Center (PBC), 3 do mestrado EMJM-GeoPlaNet da Universidade de Coimbra e 2 do Observatório Geofísico e Astronómico da Universidade de Coimbra (OGAUC).
Ao longo de três dias, os participantes assistiram a palestras, participaram em sessões de mentoria, desenvolveram ideias de negócio e apresentaram propostas perante um júri especializado. O programa abordou os desafios científicos, tecnológicos e empresariais associados à exploração espacial e à construção de uma presença humana permanente na Lua.
Pampilhosa da Serra no centro da programação
A deslocação a Pampilhosa da Serra ocorreu no final do segundo dia, quinta-feira, 3 de setembro. Após a chegada à vila, os participantes foram recebidos na Residência de Estudantes e participaram num jantar de convívio com as equipas do IPN, PASO, do PBC e do Município.
Durante a noite, no auditório do PBC, foi realizada uma observação remota dos equipamentos do PASO, permitindo aos participantes conhecer melhor esta infraestrutura e as suas aplicações no domínio da observação e monitorização espacial.
O terceiro dia, sexta-feira, 4 de Setembro, começou com a deslocação ao PASO, onde teve lugar a keynote “From Earth to Space – The Critical Role of Ground-Based Infrastructures in the New Space Era”, proferida pelo Professor Rafael Caldeirinha. Seguiu-se uma visita ao observatório e aos seus equipamentos, que constituem um ativo científico e tecnológico de relevância para o território.
A infraestrutura é gerida pelo Instituto de Telecomunicações da Universidade de Aveiro (IT-UA) e da Universidade de Leiria e Oeste (IT-ULO), cuja equipa assegurou também o acompanhamento técnico e organizativo da visita e das atividades realizadas remotamente e no observatório.
Empreendedorismo e inovação espacial
Após o regresso à vila e o almoço, realizaram-se as sessões de pitch dos participantes, avaliadas pelo júri da CSSS’26. As equipas apresentaram ideias e soluções com potencial de aplicação em diferentes setores da emergente economia lunar, num exercício que promoveu a criatividade, o trabalho colaborativo e a transformação de conhecimento científico em oportunidades de negócio.
A programação incluiu ainda a talk “How Can a Scientist Become a (Space) Entrepreneur?”, apresentada por Ignacio A. Reyes, CEO da empresa Dunedain Space, dedicada ao percurso entre a investigação científica, a inovação e o empreendedorismo espacial.
A tarde terminou com a cerimónia de entrega de prémios aos vencedores da competição de ideias de negócio da CSSS’26, com o 1.º e 2.º lugares a serem atribuídos às equipas Selene (setor de Recursos & Produção) e Lunavit (setor de Infraestruturas & Habitats), respetivamente, seguindo-se o regresso dos participantes ao Instituto Pedro Nunes, em Coimbra.
A participação do Município de Pampilhosa da Serra como coorganizador reforça o compromisso municipal com a promoção da ciência, da inovação e do empreendedorismo, bem como com a valorização do PBC e do PASO e das competências científicas e tecnológicas instaladas no território.
A realização da CSSS’26 demonstrou igualmente a importância da cooperação entre Municípios, instituições de ensino superior, estruturas de investigação, entidades de apoio ao empreendedorismo e programas internacionais de formação, projetando Pampilhosa da Serra como um território com capacidade para acolher iniciativas internacionais ligadas à astronomia, às ciências planetárias e à nova economia espacial.

