ÚLTIMA HORA | ARGANIL: Já “caiu” a chaminé!

Foto registada esta manhã, dia 26 de Janeiro, vendo-se a remoção dos tijolos da chaminé da antiga Fábrica da Resina, em S. Pedro, Arganil

Apesar dos esforços dos vereadores do Partido Socialista (PS) na Câmara Municipal de Arganil contra o desmantelamento da chaminé da antiga Fábrica da Resina, em S. Pedro, Arganil, onde está a ser contruído o novo Centro de Saúde e SUB de Arganil, a mesma foi esta manhã derrubada.

Recorde-se que, na edição de A COMARCA, do passado dia 15 de Janeiro, o vereador Rui Silva deixou que (…) «a bancada do PS na câmara sempre se opôs à demolição da chaminé e mais, durante o processo sempre defendeu uma intervenção que reforçasse a estabilidade», acrescentando ainda que (…) «a resposta – por parte do Executivo – foi contundente, tudo apontava para a necessidade de demolir a chaminé ao que ripostei estar totalmente em desacordo e que nesta matéria havia solução técnica para salvaguardar a sua estabilidade».

Na mesma ocasião, através de uma Nota de Imprensa, o Executivo camarário esclareceu que (…) «esta matéria foi amplamente discutida em reuniões de Câmara ao longo do último ano, encontrando-se devidamente registada em actas e documentação oficial. Importa ainda referir que um dos actuais vereadores do partido socialista acompanhou todo este processo desde o início, não tendo nunca manifestado qualquer discordância com a solução de demolição por razões de segurança, o que torna difícil compreender a narrativa agora apresentada» (…) «Perante a obrigatoriedade de demolição da chaminé — reiterando-se: por razões de segurança de pessoas e bens, num espaço destinado a um equipamento de saúde — subsistem duas opções: construir uma réplica da chaminé existente, ou construir/instalar outra solução diferente que resulte de participação pública; Foi neste enquadramento que o Município decidiu submeter à apreciação da Câmara a demolição da chaminé e, no caso da segunda opção acima referida, a promoção de um concurso de ideias, desafiando arquitectos a apresentar propostas para um novo elemento arquitectónico que marque o espaço e substitua simbolicamente a antiga chaminé, conciliando memória, contemporaneidade e qualidade urbana», acrescentando que (…) «nunca foi, nem será, objectivo deste executivo destruir o património arquitectónico do concelho. O que não fará é ignorar pareceres técnicos ou colocar em risco a segurança de pessoas e bens».

«O Município de Arganil continuará a agir com responsabilidade, rigor técnico e respeito pela memória colectiva, colocando sempre o interesse público acima de qualquer outro, sem se deixar condicionar», sublinham.