VILA NOVA DE POIARES: Barro Preto de Olho Marinho em exposição na Assembleia da República

O Barro Preto de Olho Marinho (Vila Nova de Poiares) esteve exposto na Assembleia da República, integrando a mostra das mais de duas dezenas de Produtos Tradicionais Certificados, e que foi organizada pela A.Certifica, único organismo de certificação deste tipo de produção artesanal.

Na inauguração presidida pelo presidente da Assembleia da República, Augusto Santos Silva, marcaram presença o presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Poiares, João Miguel Henriques, a responsável pela A.Certifica, Teresa Costa, o oleiro Fernando Correia, da Louça de Barro Preto de Olho Marinho, para além de diversos artesãos e entidades ligadas ao setor.

Para o Município, a presença nesta exposição reflete “o compromisso da Câmara Municipal na preservação e promoção da autenticidade e singularidade do nosso património material e imaterial, neste caso em particular do Barro Preto, tão intimamente ligado ao legado artesanal e gastronómico do concelho”, referiu João Miguel Henriques, recordando ainda que “este tipo de olaria foi a primeira a receber a certificação nacional de UPA (Unidade de Produção Artesanal), fruto do trabalho desenvolvido pelo Município em parceria com o artesão Fernando Correia, para concluir um processo que, para além de conferir valor a este artesanato, é um contributo para que a arte continue viva no nosso concelho, afirmando-se como um dos ex-libris”.

Refira-se que neste momento, o concelho possui duas UPA’s, nomeadamente a do oleiro Fernando Correia e da oleira Judite Pereira (ADIP).

Na exposição participaram artesãos que representam todos os produtos certificados de Norte a sul do País, nomeadamente os Lenços de Namorados do Minho, Olaria, Figurado de Barcelos, Bordado de Crivo São Miguel da Carreira, Bordado de Guimarães, Bordado de Viana do castelo, Junça da Beselga – Penedono, Bordado de Tibaldinho – Mangualde, Barro Preto de Olho Marinho – Vila Nova de Poiares, Louça Preta de Molelos – Tondela, Bonecos de Estremoz, Bordado de Castelo Branco, Viola Beiroa, Viola Braguesa, Junco de Forjães – Esposende, Camisola Poveira, Cantarinhas dos Namorados – Guimarães, e Filigrana de Portugal.

Esta mostra não apenas celebrou a riqueza do artesanato tradicional português, mas também enfatizou a necessidade contínua de apoiar e proteger práticas culturais ancestrais, garantido que perduram no tempo.