
No domingo, eram cerca de 16-30 horas quando chegámos a Vila Nova de Poiares e, dentro da tenda gigante ainda instalada na Alameda de Santo André, eram muitas centenas de pessoas que, de longe e de perto, vieram para participar na “Operação Chanfana”.
Uma “Operação”, “a primeira”, como nos disse a mordomo-mor, Madalena Carrito, para comemorar os 25 anos da Confraria da Chanfana, “a próxima será para comemorar os 50”, ao mesmo tempo que naquele momento era informada (e nos informava) que a pesagem da chanfana servida acabava de atingir as duas toneladas.
E tudo isto foi possível com os apoios, fundamentais, da Câmara Municipal, Juntas de Freguesias, empresas, escolas, das pessoas e o envolvimento da Confraria, restaurantes, colectividades seleccionadas que procederam à confecção da chanfana e garantiram a autenticidade desta Maravilha da Gastronomia Portuguesa, identitária das terras e das gentes de Vila Nova de Poiares.
A “Operação Chanfana” começou com a definição de um valor simbólico por caçoilo (de barro preto, de Olho Marinho) que, como forma de ajudar, as pessoas e as empresas iam pagando e, a partir do meio-dia, as filas eram muito grandes (assim se mantendo até ao final da tarde), enquanto confrades e confreiras, voluntários não tinham mãos a medir para servir, com pão ou broa, a chanfana (antes aquecida) aos comensais que apenas tinham de pagar as bebidas e sobremesas.
“A união à volta de um prato típico que representa a identidade do concelho”
Estava a ser (e foi) “um dia fantástico e histórico” para a Confraria e para Vila Nova de Poiares. A chanfana “estava óptima, estava deliciosa”, ouvia-se as pessoas que, à mesa, a saboreavam, como “fantástico, magnífico” foi este projecto para celebrar os 25 anos e de promover este prato com a carne da cabra velha e que, como considerou Madalena Carrito, mais do que alcançar e mesmo ultrapassar os objectivos, foi “a união à volta de um prato típico que representa a identidade do concelho”.
E com a “Operação Chanfana”, onde não faltou a animação com grupos do concelho, se “fez história” e mais do que proporcionar “um dia fantástico e histórico”, marcou a comemoração das bodas de prata, não deixando ainda de ser também um pretexto para sublinhar o importante papel da Confraria da Chanfana aos longo dos 25 anos, “contribuindo como elo de ligação na comunidade e como motor de desenvolvimento em termos económicos e sociais de Vila Nova de Poiares”.

