
Na passada quinta-feira, o Parlamento aprovou em votação final, em plenário, por unanimidade, a elevação à categoria de vila histórica, Coja e Vila Cova de Alva, no concelho de Arganil, e Semide, no concelho de Miranda do Corvo.
No momento da votação (e como a foto documenta), marcaram presença nas galerias da Assembleia da República delegações de autarcas e antigos autarcas das recém-elevadas vilas, cujos processos de elevação foram iniciados com a apresentação de projectos de lei pelos deputados do Partido Socialista eleitos pelo Círculo de Coimbra, Pedro Delgado Alves, Rosa Isabel Cruz e Pedro Coimbra, tendo sido também apresentadas posteriormente iniciativas no mesmo sentido pelo PSD e CDS.
Pelos três Partidos foi depois construído um texto final único que, para além de oferecer uma detalhada caraterização histórica, demográfica, económica, cultural e social de Coja, de Vila Cova de Alva e de Semide, “os projetos de lei identificavam nos três casos a existência de Carta de Foral e de estrutura administrativa histórica o que, após confirmação por parecer da Academia Portuguesa da História, permitiu a atribuição da titularidade da categoria de vila, com base no critério de reconhecimento histórico”.
A elevação reconhece ainda a importância histórica e o dinamismo económico e social de Coja, Vila Cova de Alva e Semide nos seus Municípios, #valorizando todos os que, ao longo dos séculos, construíram estas comunidades e desenvolveram os seus territórios”, sendo considerado que “é também um impulso para o seu progresso e para a divulgação do seu património, contribuindo para o reforço do sentimento de pertença a estas localidades”.
“Dia histórico”, como considera a Concelhia de Arganil do Partido Socialista, saudando a decisão do Parlamento de aprovar a elevação a vila e Coja e Vila Cova do Alva, considerando que “este não é apenas um título administrativo, é o culminar de um anseio legítimo das nossas populações e o justo reconhecimento da vitalidade, do património e da importância estratégica destas duas freguesias do concelho de Arganil”.
“Esta é uma vitória de todos os que, ao longo de gerações, nunca deixaram cair este desígnio”, considera ainda a Concelhia do Partido Socialista, acrescentando que “é com especial orgulho que vimos este momento histórico ocorrer sob a liderança dos nossos autarcas, Paulo Amaral, em Coja, e João Gonçalves, em Vila Cova do Alva”, saudando ainda “todos os que tornaram este caminho possível, reafirmando o seu compromisso de continuar a lutar pela valorização e desenvolvimento do nosso concelho”, deixando os “parabéns a todos os cojenses e vilacovenses. Hoje, a vossa história escreveu mais uma página de ouro”.
Processo desencadeado por proposta do executivo municipal
O presidente da Câmara Municipal de Arganil, Luís Paulo Costa, também assinala com satisfação a elevação de Côja e Vila Cova de Alva à categoria de vilas históricas, aprovada por unanimidade na Assembleia da República.
O processo foi desencadeado por proposta do executivo municipal, aprovada em reunião de Câmara a 19 de Novembro de 2024, com o objetivo de ver reconhecida a condição histórica destas localidades.
Esta decisão reconhece o percurso histórico e a relevância destas localidades, ambas atravessadas pelo rio Alva e com um passado marcado pela condição de sedes de concelho.
Para o presidente da Câmara Municipal esta decisão “representa o culminar positivo de um processo que a autarquia acompanhou e impulsionou, com o objetivo de assegurar o reconhecimento da condição histórica destas localidades enquanto antigas sedes de concelho, com um património e uma identidade que importa valorizar”.
Côja foi vila e sede de concelho entre 1260 e 1853, dispondo de foral antigo datado de 1260 e de foral novo atribuído em Lisboa a 12 de Setembro de 1514. Posteriormente, passou a freguesia e, no âmbito da reforma administrativa de 2013, integrou a União de Freguesias de Côja e Barril do Alva.
Também Vila Cova de Alva foi vila e sede de concelho até 1836. A localidade teve Carta de Foral concedida pelo Bispo de Coimbra no século XIV, confirmada no século XV, tendo sido posteriormente renovada por D. Manuel I, em 1514, e por D. João III, em 1540.
Luís Paulo Costa considera ainda que este reconhecimento “reforça o prestígio do concelho de Arganil e contribui para afirmar o seu legado histórico, podendo vir a inspirar novas dinâmicas de valorização do território, do património e da atratividade turística”.
Recorde-se que, em Dezembro de 2024, também Pombeiro da Beira foi elevada à categoria de vila na sequência de processo que teve também origem no executivo municipal, num processo que veio igualmente reconhecer a importância histórica e o papel desta freguesia no plano regional e nacional.
Uma página de ouro também para Semide, no concelho de Miranda do Corvo, com o presidente da União de Freguesias, Luís Martins, a considerar 26 de Março de 2026 também um “dia histórico para o nosso território” por ser “aprovado, por unanimidade na Assembleia República, o diploma que finalmente eleva Semide a vila histórica”, deixando o seu “muito obrigado a todos os envolvidos, e em particular, nesta última fase do projecto iniciado no mandato autárquico 2021-2025, aos deputados do Partido Socialista da Assembleia da República, Pedro Coimbra, Pedro Delgado Alves e Isabel Cruz.
Semide é vila outra vez!”.

