
No dia 27 de Junho, a Santa Casa da Misericórdia de Semide celebrou “195 anos de história, mas sobretudo renovamos o compromisso de continuar a servir a nossa comunidade com o mesmo espírito de solidariedade, proximidade e misericórdia que esteve na origem desta instituição”, como disse o provedor, Armando Ferreira.
E a comemoração desta vetusta data, foi um “encontro de fraternidade e alegria, (…) um momento de exaltação deste acontecimento”, que contou com a presença de representantes de Misericórdias do distrito, do presidente do Secretariado Regional de Coimbra da União das Misericórdias Portuguesas, António Sérgio Martins, do representante da União das Misericórdias Portuguesas, Júlio Norte, autarcas e que teve como um dos momentos altos a Eucaristia, celebrada na igreja do Mosteiro de Santa Maria de Semide pelo padre Qurino Sapalo, que recordou os fundadores, continuadores, servidores e trabalhadores da instituição, exaltando o seu trabalho em favor dos mais necessitados, a todos deixando “um obrigado sincero”.
Um obrigado também deixado, no final da Eucaristia, pelo presidente do Secretariado Regional de Coimbra da União das Misericórdias, começando por referir que “hoje é um dia de festa para esta magnífica instituição, (…) hoje é um dia de festa também para todos nós, (…) porque quando uma instituição festeja a vida, nós sentimo-nos como se fizéssemos parte dela e por isso é que aqui estamos, para testemunhar isso mesmo e para dizer o quão orgulho temos nesta Santa Casa da Misericórdia de Semide”.
E depois de enaltecer a acção e dedicação dos seus dirigentes e colaboradores “por tudo aquilo que tem feito, pelos exemplos que foram construindo, mas sobretudo, eu nunca me canso de dizer isto, pela sua capacidade de entrega e de empenho no dia-a-dia desta magnífica instituição”, António Sérgio Martins considerou que “é sobretudo este vosso exemplo que nos contagia a todos” e que “saímos daqui de coração cheio, mais um dia de festa que celebramos a vida, mas sobretudo mais um conjunto de histórias e de vidas e que dão-nos força para continuarmos com a mesma determinação de sempre a olhar para as nossas comunidades. Viva a Misericórdia de Serpins. Viva esta feliz instituição”.
O representante da União das Misericórdias Portuguesas, teve também palavras de apreço para com os dirigentes e colaboradores da Misericórdia de Semide que, como recordou, depois de um longo período de inactividade retomou há cerca de 40 anos através do Projeto da Luta Contra a Pobreza, “que foi uma das âncoras desta Misericórdia” e que foi “o momento de congregar um conjunto de pessoas e dar vida a esta Misericórdia. E hoje a obra está feita, têm a vossa sede, estão a prestar um serviço extraordinário à comunidade e ao conselho também”, terminando com palavras de particular apreço para com o provedor, “porque ele teve momentos difíceis, porque não é fácil pegar num projecto e arrancar e fazer o que está a fazer. Teve muitas dificuldades, mas teve o mérito de, com a sua equipa, ultrapassar tudo isso, (…) ter uma boa gestão e poder honrar os seus compromissos perante os cidadãos que precisam diariamente dos serviços das Misericórdias. (…) Armando, em nome da União, o nosso obrigado”.
“Um muito obrigado”, disse também o provedor, agradecendo a presença de todos os representantes das Misericórdias, “aos familiares dos nossos utentes e aos nossos utentes, porque são eles que dão vida à instituição. (…) São vocês que fazem a nossa instituição”, como voltou a referir durante o magnífico almoço comemorativo, servido na sede da instituição em festa, durante o qual o presidente da Câmara Municipal, José Miguel Ferreira, começou por dizer que “estou em Semide e, portanto, desde pequeno que sempre me senti em casa”, para salientar depois que “o Município só pode agradecer quando tem no seu território organizações como a Santa Casa, pessoas como o Armando e como todos os outros que estão nestas direções ao longo destes anos e que fazem um trabalho fundamental de apoio, por um lado às nossas crianças e, por outro lado, aos nossos idosos, muitas vezes um trabalho essencial no que lhe respeita o apoio dos mais desfavorecidos. E, de facto, a Santa Casa há muitos anos que é uma das grandes responsáveis por este trabalho social e solidário que nós temos em Miranda do Corvo”.
“Se não fosse a Santa Casa, as pessoas em Semide, ao longo de todos estes anos, teriam vivido muito pior, com muito menos apoio, com uma rede muito menos eficaz. E nós temos que agradecer a quem aqui todos os dias, muitas vezes à noite, como disse o Armando e bem, é responsável pelo apoio a toda a gente que se ajuda aqui”, salientou ainda José Miguel Ferreira, considerando com as dificuldades que se vivem actualmente, “se não fosse este voluntariado altruísta, nós estaríamos numa situação muito pior”, deixando também por isso “uma palavra de grande apreço aos trabalhadores da Santa Casa, são trabalhadores muitas vezes pouco remunerados quando comparados com os trabalhadores do sector privado e, essencialmente, do sector público”, mas que mesmo assim “assumem um propósito muito grande de ajudar os outros. Claro que quem está nas direções das IPSS gostava de pagar um bocadinho mais, mas a verdade é que também se vêm estranguladas entre apoios do Estado que não são tão grandes quanto deviam”.
E depois de deixar também o seu obrigado “para as pessoas que aqui trabalham, que trabalham com as crianças, que trabalham com os mais idosos”, o presidente da Câmara Municipal disse a terminar, “sei que a Santa Casa tem projectos para futuro. Nós, na Câmara, lá estaremos para dentro das nossas possibilidades, tentarmos ajudar. Porque sabemos que, quanto mais projetos houver no território, melhor para o nosso território. Às vezes, há quem ache que um projecto vem tirar lugar a outros. Pelo contrário. As pessoas precisam, e precisam tanto, tomaramos nós haver organizações que estejam disponíveis para dar mais um bocadinho. Portanto, da nossa parte, dentro daquilo que nos é possível, contem sempre com um abraço amigo, com muita ajuda, com muita presença e, acima de tudo, com muita, mas muita admiração por aquilo que vocês fazem no terreno. Um bem-haja à Santa Casa. Obrigado a esta direcção”.
Reconhecido, o provedor voltou a usar da palavra para considerar que “a vossa presença é para nós um motivo de enorme satisfação e representa o espírito de união que sempre caracterizou as Misericórdias portuguesas. Apesar dos desafios que cada instituição enfrenta, continuamos unidos por uma missão comum servir quem mais precisa”, agradeceu à Câmara Municipal e à União de Freguesias de Semide e Rio de Vide “pela colaboração institucional que têm mantido com a nossa Santa Casa”, considerando que a presença dos seus presidentes “é um sinal de proximidade institucional e que muito valorizamos”, para deixar depois “uma palavra muito especial aos nossos utentes e às nossas famílias, pais das nossas crianças, sem vocês esta instituição era pouco ou nada”.

