COJA: Reabertura (e reinauguração) da Agência da Caixa de Crédito

O presidente da Beira Centro, Fernando Sousa, considerou que o dia 31 de Julho “é efectivamente um dia importante para a vila de Coja e não só”

Na sexta-feira, dia 31 de Julho, realizou-se a cerimónia de reabertura (e reinauguração) da Agência de Coja da Caixa de Crédito Mútuo Beira Centro, “um momento de renovação e de celebração” que, além de funcionários, dirigentes, clientes e representantes da Caixa Central, contou ainda e de entre outras, com as presenças do presidente da Câmara Municipal, Luís Paulo Costa, do presidente da União de Freguesias de Coja e Barril de Alva, Paulo Amaral, do pároco, padre Lucas Pio, que benzeu as renovadas instalações que, como foi considerado, são de “grande relevância para a instituição e para a comunidade local”.

“Nós vos louvamos pelos homens e mulheres que, com o seu trabalho, dedicação e espírito de serviço tornaram possível a realização deste projecto. Que esta casa seja um sinal de confiança, de proximidade e de esperança para todos os que dela necessitam. (…) Concedei que todos os que atravessarem essas portas se sintam acolhidos com respeito, escutados com atenção e servidos com competência e humanidade”, como disse, na bênção, o padre Lucas Pio.

O presidente da Câmara Municipal, Luís Paulo Costa, depois de se congratular “com o acto que estamos hoje aqui a assinalar, (…) é algo que, efectivamente, marca uma nova época, uma nova fase”, destacou depois a importância, o trabalho desenvolvido no concelho pela Caixa de Crédito Agrícola Beira Centro, recordando que foi em Julho de 2019, que inaugurou o seu edifício-sede em Arganil, reconhecendo “a aposta que o Crédito Agrícola tem feito, não apenas em Arganil, mas em toda a região, na modernização da respectiva rede”, pelo que “esta renovação que hoje aqui assinalamos representa também um reforço de proximidade, um reforço de proximidade aos clientes, às instituições, às empresas, à comunidade” e que “parece que está em contraciclo com aquilo que é a realidade que vamos percebendo, aquilo que tem sido o esvaziar de alguns territórios, particularmente por algumas entidades da vossa concorrência, pelo que é possível aqui constatarmos que o Crédito Agrícola tem tido uma política no sentido oposto, no sentido de estar junto das pessoas, estar junto das comunidades”.

Luís Paulo Costa referiu ainda “que vejo aqui, neste acto, neste recomeço, uma mensagem de confiança porque, objetivamente, como disse há pouco, temos aqui uma demonstração que continua a valer a pena investir no interior e, particularmente, em Coja e no concelho de Arganil”, terminando com “votos do maior sucesso, do maior dinamismo aqui com esta Agência de Coja”.

O administrador executivo da Caixa Central, João Laranjeira, destacou a política de proximidade do Crédito Agrícola, “nós temos, de facto, muito tempo em que as instituições financeiras encerram balcões há mais de uma década e afastam-se das populações, e o Crédito Agrícola tem feito exactamente o caminho inverso. Ou seja, hoje reabrimos uma nova porta, com uma agência moderna, para podermos melhor servir os nossos associados e clientes. E abrir uma porta, nos dias que ocorrem, é uma declaração de princípio. Esta agência não é apenas um espaço de atendimento, é um sinal visível de um compromisso, de estar onde as pessoas estão, com o rosto conhecido, com decisão próxima e com quem entende a realidade local porque dela faz parte. (…)  Somos uma instituição cooperativa, os nossos associados não são clientes distantes, são donos da sua Caixa”.

“Os recursos que aqui se captam, permanecem ao serviço desta terra, das famílias, dos empresários, dos agricultores, dos jovens que querem construir aqui o seu futuro”, disse ainda João Laranjeira, considerando que que a reabertura da agência “é também um voto de confiança neste concelho e no seu potencial desenvolvimento. Portanto, contem com o Crédito Agrícola como parceiros. (…) Aos associados e à população de Coja, esta casa é vossa. Usem-na, exijam dela e façam-na crescer”.

O presidente do Conselho Superior da Caixa Central, Licínio Pina, depois de realçar “que as pessoas são a vida deste nosso grupo de Crédito Agrícola” e que “hoje, a população de Coja está de parabéns. Está de parabéns porque a Caixa de Crédito Agrícola Beira Centro que ocupa estes territórios em termos de área social, não virou as costas a esta população, antes pelo contrário, investiu e está aqui para durar pelo investimento que vemos”, referiu que “o nosso Crédito Agrícola rege-se por princípios. E um dos princípios é a proximidade.Nós estamos próximos da população, estamos aqui em Coja e somos o único banco que serve a população de Coja. E, com isso, a população deve sentir-se satisfeita”, terminando por salientar “a importância que a administração da Caixa Beira Centro, liderada por Fernando Sousa, tem feito aqui um trabalho muito saudável e profícuo ao serviço das populações, ao serviço destes territórios que alguns chamam de baixa densidade. Se chamam de baixa densidade, o Crédito Agrícola quer densificá-los, quer investir, quer que as populações e as empresas investam nestas terras e que as tornem mais florescentes do que já são”.

O presidente da mesa da assembleia geral da Beira Centro, Arlindo Cunha, depois de recordar o nascimento do Crédito Agrícola em Portugal (a que esteve ligado enquanto membro do Governo) e de considerar que “o Crédito Agrícola diz-me muito, sobretudo pela filosofia da abordagem” e que “não podemos medir o serviço público pela escala, tem que se medir pela relação com os cidadãos e com os serviços que prestamos aos territórios e às pessoas”, acentuou que “infelizmente, neste setor, (…) no sector bancário temos assistido a uma visão excessivamente mercantilista das administrações desses bancos, que desaparecem do território quando começam a ganhar menos dinheiro. Eu digo ganhar menos dinheiro porque nunca perdem dinheiro”.

O Crédito Agrícola “é um banco de proximidade, (…)  uma das instituições financeiras que tem os maiores indicadores de reputação e de eficiência”, considerou ainda Arlindo Cunha, felicitando a administração da Caixa Beira Centro, Fernando Sousa e a sua equipa “pelo investimento que fez aqui nesta terra, aliás a única agência bancária aqui em Coja, (…) que é uma terra icónica da Arganil e da região”.

O presidente do Conselho de Administração da Beira Centro, Fernando Sousa, depois de agradecer aos convidados pela presença e as palavras elogiosas que lhe foram dirigidas e à equipa que lidera, salientou que “hoje, dia 31 de Julho, é efectivamente um dia importante para a vila de Coja e não só”, recordou que “no próximo dia 4 de Setembro, iremos fazer 38 anos que o Crédito Agrícola enquanto marca, está nesta vila”, para referir depois “esta instituição é uma instituição em que aquilo que gera redistribui na região. Estes impostos da Beira Centro são pagos no Município, (…) regra geral aplicamos em investimentos nos próprios concelhos, (…) acaba por ser, no fundo, uma economia circular entre aquilo que poupamos no nosso território e aplicamos no nosso território”.

E depois de dar a conhecer que a Agência de Coja “vai também servir, como já servia, mas vai servir hoje com melhor qualidade as freguesias de Cerdeira e Moura da Serra, Benfeita, Pomares, Pinheiro de Coja, Vila Cova de Alva, Anseriz e Piódão e uma população de 5.000 habitantes, Fernando Sousa disse que “hoje temos umas instalações novas, (…) fizemos um investimento que é um bocadinho mais significativo (…) porque estamos a pensar o futuro, temos ao serviço desta população um Balcão 24, (…) isso é também uma inovação muito grande”, terminando por deixar o apelo  aos empresários, representantes de instituições para continuarem a trabalhar com a renovada Agência, “esta casa vai ter de continuar a viver para se manter, pelo menos mais um quarto de século nestas instalações”, com “uma equipa que vos dará apoio” e a quem deixou “o meu obrigado pelo vosso esforço” e a todos os que vieram partilhar este  que foi, de facto, “um momento de renovação e de celebração”, de “grande relevância para a instituição e para a comunidade local”, numa palavra um “dia importante para a vila de Coja” e para o concelho de Arganil.