
Começa, amanhã, dia 4, e prolonga-se até terça-feira, dia 8, a 43.ª edição da FICABEIRA e a secular Feira do Mont’Alto que, durante muitos anos, foi uma das grandes referências de Arganil e de toda esta vasta região.
O Secretário de Estado do Turismo, Pedro Machado, presidiu à inanuguração desta edição da FICABEIRA e da Feira do Mont’Alto que, em tempos idos e durante três dias, trazia a Arganil centenas e centenas de pessoas que, de todas as terras do concelho e de concelhos vizinhos, aproveitavam para subir ao Paço Grande e vir à Feira do Mont’Alto fazer as suas compras. E desde os pipos até aos alambiquess, desde alfaias agrícolas até ao calçado, roupas, havia de tudo, sem esquecer as barracas de madeira onde se comia a saborosa sardinha assada e o melão, não faltando ainda animação com as concertinas, as guitarras e o cantar ao desafio, sem esquecer os bailes no Paço Pequeno.
Tudo isto faz parte do passado, das (boas) recordações das pessoas com mais idade, porque e como ouvimos ao presidente da Câmara Municipal, Luís Paulo Costa, “na secular Feira do Mont’Alto e porque em tempos idos não havia o mercado semanal, era perfeitamente natural que as pessoas viessem com muita afluência a esta Feira, mas agora já não é assim, temos um mercado semanal todas as semanas, as pessoas têm essa oportunidade (…) e se nós revisitarmos a história secular deste certame, aquilo que constatamos é que ela acompanha sempre a dinâmica do tempo, a dinâmica da história, não só da história do concelho, mas também da história do país”.
“Portanto, mal seria que estivéssemos em 2026 com uma Feira de Mont’Alto igual àquela que existia há 100 anos, significava que não tínhamos comércio, não tínhamos outro tipo de oferta para os consumidores”, considera Luís Paulo Costa, relembrando “que não estando nós a falar de há 100 anos, mas ainda era muito normal há 30 e há 40 anos atrás, muitas pessoas virem à Feira do Monte Alto para fazer as compras do ano, (…) tinha muito a ver também com um momento de final da época das colheitas em que havia ali uma transação clara de venda de excedentes e de compra daquilo que era necessário por parte das pessoas, porque era o momento em que estavam os produtos disponíveis e era, no fundo, também o momento em que as pessoas tinham recursos para os adquirir. (…) Isto é a história. (…) Felizmente os tempos mudaram, hoje além do mercado semanal onde as pessoas se podem abastecer e temos algo que é absolutamente diferenciador que é a oferta no nosso comércio, quer seja no tradicional, quer seja no menos tradicional, nas superfícies comerciais que faz com que as pessoas não tenham que estar à espera de um dia, de uma semana ou de um ano para fazer as suas compras e, é óbvio e é claro, que esta circunstância, a evolução dos tempos pesam depois num evento ou numa feira com as características que tinha a Feira de Mont’Alto”.
E apesar desta realidade, ”naturalmente que o nosso papel, neste caso da Câmara, é de manter viva esta componente da história, por isso fazemos questão de manter aqui esta designação também de Feira do Mont’Alto, sabendo-se que aquilo que foi a Feira do Mont’Alto no passado não tem nada a ver com aquilo que acontece agora”, referiu o presidente da Câmara, sem deixar de recordar que há mais de quarto décadas integrou o programa festivo “um evento pioneiro, o certame pioneiro, com estas características de certame comercial, industrial e agrícola, que foi a FICABEIRA – Feira Industrial, Comercial e Agrícola”.
“Um evento” pioneiro que, recorde-se, “nasceu”pela mão do então presidente da Câmara Municipal, o saudoso professor José Dias Coimbra, “foi precisamente há 45 anos e que desde logo se revelou um êxito, o evento maior do concelho de Arganil”, considerou Luís Paulo Costa, “e desde logo porque está também associado ao Dia do Município, 7 de Setembro, Feriado Municipal e dia maior do nosso concelho, em que assinalamos e registamos o melhor que temos no concelho, aquilo que é, no fundo, a nossa dinâmica, aquilo que é a nossa marca, aquilo que é o nosso ADN colectivo e que achamos que faz sentido mantê-lo associado à FICABEIRA, (…) cumprindo também aquilo que é a tradição dos pelo menos três dias da Feira do Mont’Alto do ponto de vista do programa, dos dias 6, 7 e 8, que sempre fizeram parte do calendário das nossas festividades”.
Na FICABEIRA e no que se refere “ao número de expositores, o ano passado eram pouco mais de uma centena, este ano o número anda mais ou menos à volta disso o que nos deixa, de certa forma, também reconfortados com o trabalho que temos vindo a fazer”, referiu o presidente da Câmara, acrescentando que “são essencialmente expositores ligados à indústria, ao comércio e à área empresarial”, sem deixar considerer que “seria relativamente fácil transformar 100 expositores em 200 ou 300 se abríssemos o certame e se apostássemos ou se fôssemos por um caminho, que é um caminho mais fácil, de termos pontos de venda de tudo e mais alguma coisa, de sapatos, de camisas, de t-shirts, de rebuçados, como já chegámos a ter no passado, mas aquilo que entendemos nos últimos anos é que devemos focar a FICABEIRA naquilo que é o seu cerne do ponto de vista da promoção das actividades agrícolas, comerciais e industriais do nosso concelho e da nossa região. É nisso que temos vindo a fazer o nosso esforço. É também por isso que temos vindo a apelar às nossas empresas para que estejam presentes neste evento”.
Durante os dias da FICABEIRA, “vamos ter também o espaço das freguesias como já tivemos no ano passado, mas queríamos em 2026 aproveitar esse espaço para que cada freguesia, quer individual, quer eventualmente em articulação com outras, poderem ter um momento daquela freguesia ou daquelas freguesias, também um momento comunicacional que pode passar por um momento gastronómico, de mostra gastronómica daquilo que têm para oferecer no seu território, de passar eventualmente por um apontamento de mostra musical, (…) no fundo, por divulgar aquilo que existe no seu território do ponto de vista da cultura. Essa é uma novidade que vamos introduzir também neste ano de 2026”, disse ainda Luís Paulo Costa.
FICAJOVEM – Programa Municipal de Tempos Livres é uma das novidades desta 43.ª edição da FICABEIRA e Feira de Mont’Alto
E outras das novidades desta 43.ª edição da FICABEIRA e Feira de Mont’Alto é também o FICAJOVEM – Programa Municipal de Tempos Livres, dirigido a jovens residentes no concelho, com idades entre os 18 e os 25 anos e que disponibiliza até 30 bolsas, proporcionando aos participantes uma experiência de contacto directo com a organização, os expositores e as empresas presentes.
O FICAJOVEM nasce com o objetivo de criar uma oportunidade de aprendizagem e desenvolvimento de competências, permitindo aos participantes conhecer de perto o funcionamento de um grande evento e desenvolver capacidades importantes para o futuro profissional, nomeadamente ao nível da comunicação, trabalho em equipa, atendimento ao público, responsabilidade, gestão do tempo e resolução de problemas.
Ao mesmo tempo, o programa pretende reforçar a ligação entre os jovens e o tecido empresarial local, aproximando-os das oportunidades e desafios do mercado de trabalho e proporcionando uma experiência prática num contexto diversificado e dinâmico.
Os jovens interessados devem ter disponibilidade para participar aos fins de semana, em período noturno e durante a totalidade dos dias de realização da FICABEIRA, bem como nas acções de formação previstas, como deu a conhecer Luís Paulo Costa, acrescentando ainda que “este momento eu diria que com o FICAJOVEM vamos fazer o teste do programa, eu acredito que vai correr bem e correndo bem naturalmente que é para replicar e para ampliar nos próximos anos”.
No que se refere ao programa da FICABEIRA e Feira do Mont’Alto, o presidente da Câmara Municipal considerou que voltou a ser preocupação “termos um cartaz que seja eclético, que seja transversal e que permita fazer com que todos, sem excepção, possam assistir aos espectáculos e assim, no dia 4, vamos ter o Dillaz e ainda Abellhinha e Festa 55; no dia 5, Miguel Araújo, Rapazes da Rambóia e DJ Pumpkin; dia 6 vamos ter os Vizinhos, World Dance Music e DJ Postman; no dia 7, FF com a Filarmónica de Arganil e a Filarmónica Barrilense; encerrando no dia 8, com Jorge Guerreiro e DJ M. (…) “Basicamente é este cartaz que conseguimos preparar para esta 43.ª edição da FICABEIRA e Feira de Mont’Alto 2026”, deixando “o convite aos arganilenses, aos visitantes para participarem e tirarem partido do programa que temos para oferecer a todos neste que é o maior evento de Arganil, a virem ao espaço da FICABEIRA e Feira de Mont’Alto.

