
De 10 a 13 de Setembro, a POIARTES voltou a ser, de facto e como foi referido na sessão de abertura, uma grande “celebração de Vila Nova de Poiares”. E isso voltou a confirmar-se pelo número de expositores presentes (mais de 180), pela animação, pelos grandes espectáculos com artistas locais e de renome nacional, pela festa, pelos milhares de pessoas que, durante os quarto dias, passaram pela Alameda de Santo André.
Este ano com novo figurino, mas que reforçou ainda mais a sua autenticidade, a POIARTES – Mostra de Artesanato, Gastronomia, Comércio e Indústria, agora na sua 36.ª edição, foi inaugurada pelo Secretário de Estado da Administração Local e Ordenamento de Território, Silvério Regalado, que não deixou de considerar que “este é um encontro que mobiliza todo o concelho e projecta muito para além das suas fronteiras aquilo que Poiares tem de mais genuíno. O saber fazer das suas gentes, a força das suas tradições e a capacidade de transformar a identidade local em actividades económicas, atractividade e novas oportunidades”, salientando mesmo que “esta identidade sente-se em toda a parte, sente-se no barro preto do Olho Marinho e na chanfana preparada nas caçoilas que aqui ganham forma, na qualidade dos produtos locais, no dinamismo das empresas e na força de um movimento associativo que mantém a comunidade unida. (…) Estamos num concelho onde a proximidade conta, onde se reconhece o valor da iniciativa e onde existe orgulho naquilo que as suas gentes produzem, constroem e levam mais longe”.
“É com enorme orgulho que vos dou as boas-vindas à 36.ª edição da POIARTES. São 36 anos de história. 36 anos de um evento que nasceu da vontade de mostrar aquilo que Vila Nova de Poiartes tinha para oferecer. O seu artesanato, a sua gastronomia, as suas empresas, as suas associações, as suas tradições e, sobretudo, as suas pessoas”, referiu o presidente da Câmara Municipal, Nuno Neves, sem deixar de recordar que “a POIARTES não começou hoje. Não começou connosco. Começou há 36 anos com o então presidente da Câmara Municipal, Jaime Soares, e teve continuidade ao longo dos anos, nomeadamente com o presidente João Miguel Henriques (…) e na sua construção contando sempre com trabalhadores municipais, artesãos, empresários, associações poiarenses que acreditaram neste evento e contribuíram para que ele crescesse e se afirmasse como uma referência regional”.
E por isso e ainda segundo Nuno Neves, “a primeira palavra tem de ser de respeito e de reconhecimento por essa história e por todos aqueles que ajudaram a construí-la. Mas respeitar a história não significa ficarmos presos ao passado. Significa perceber de onde vimos para sabermos para onde queremos ir. E é precisamente aí que entra uma palavra de que muito se fala, inovação. Para nós, inovar não significa apagar aquilo que existia e começar tudo de novo. (…) É perceber aquilo que temos de genuíno, aquilo que nos distingue e encontrar novas formas de lhe dar visibilidade, valor e futuro. É esse o caminho que queremos para a POIARTES. Queremos uma mostra que se afirme pela autenticidade e pela diferenciação”.
“Não queremos que seja apenas mais um festival de música, nem que algum componente comercial e industrial se sobreponha à sua identidade. Essas vertentes são importantes e fazem parte da POIARTES, mas o artesanato e a gastronomia estão na sua génese e queremos que continuem a ser elementos distintivos. Queremos artesanato genuíno, diversificado, original. Queremos valorizar os artesãos e os saberes que passam de geração em geração. Porque preservar uma tradição não é colocá-la numa vitrina. É conseguir que continue viva. É conseguir que desperte curiosidade. É conseguir que uma nova geração queira aprender aquilo que alguém aprendeu há muitas décadas. E este princípio vale também pela nossa gastronomia. Não se fala de Vila Nova de Poiares sem falar da chanfana, dos negalhos, do arroz de bucho e de todo o património gastronómico que faz parte da nossa identidade”, disse ainda o presidente da Câmara Municipal, sem deixar de fazer “uma referência especial à Confraria da Chanfana que este ano realiza o seu 25.º grande Capítulo. São 25 Capítulos e muito mais anos de defesa, promoção e valorização da nossa chanfana, a rainha da mesa poiarense. (…) Muito obrigado”.
E depois de se referir aos 50 anos do Poder Local democrático “que ao longo destas décadas ajudaram a levar água, saneamento, escolas, equipamentos, cultura, desporto, acção social e melhores condições de vida a todo o território e que, acima de tudo, aproximou a democracia das pessoas”, Nuno Neves prestou homenagem a todos os homens e mulheres que serviram o concelho e manifestou a total disponibilidade do Município em trabalhar com o Governo, com os Municípios que integram a Comunidade Intermunicipal da Região de Coimbra, “todos temos responsabilidades diferentes, mas devemos ter todos um objectivo comum: o desenvolvimento do território e a melhoria da qualidade de vida das pessoas”, terminando com palavras de agradecimentos aos parceiros, associações, artesãos, expositores, empresários, às forças de segurança e Proteção Civil, aos Bombeiros Voluntários, aos trabalhadores do Município “pelo empenho, pela dedicação e pelo trabalho desenvolvido na preparação desta 36.ª edição da POIARTES”.
A presidente da Comunidade Intermunicipal da Região de Coimbra, Helena Teodósio, depois de referir que a POIARTES “é um certame que conquistou, ao longo dos anos, um lugar de destaque não apenas no calendário deste concelho, mas também no conjunto dos grandes momentos de promoção e afirmação da Região Metropolitana de Coimbra”, enalteceu as gentes de Poiares “que produzem, que empreendem, que inovam e que continuam a acreditar neste território”, considerando que “durante demasiado tempo criou-se a ideia de que a tradição e modernidade pertenciam a mundos diferentes. Hoje sabemos que não é assim. A tradição pode ser inovação”,
“Eventos como A POIARTES têm um papel importante nesse caminho. São espaços de encontro e de convívio naturalmente, mas são também montras económicas dos territórios, criam oportunidades para produtores e empresários, promovem produtos locais, atraem visitantes e ajudam a construir uma imagem positiva e diferenciadora dos nossos Municípios”, salientou ainda Helena Teodósio, afirmando que “nós, os 19, queremos uma Região de Coimbra onde cada Município seja capaz de afirmar aquilo que tem de único, mas onde todos beneficiem também da força colectiva da região. É esta visão que temos vindo a afirmar quando falamos da construção de uma verdadeira Região Metropolitana de Coimbra”,
“A coesão territorial tem de continuar a ser uma prioridade”, disse a presidente da Comunidade Intermunicipal da Região de Coimbra, reconhecendo que “Vila Nova de Poiares tem um papel importante na nossa estratégia regional, pela sua localização, pelas relações que estabelece com os territórios envolventes, pela sua dinâmica empresarial e, naturalmente, pela força da sua identidade”, terminando por considerar que “a POIARTES representa muito bem esse espírito, ao reunir no mesmo espaço cultura, gastronomia, artesanato, associativismo e actividade económica mostra-nos que desenvolvimento territorial não significa abandonar aquilo que somos. Significa precisamente o contrário, conhecer aquilo que somos, valorizar os nossos recursos e encontrar novas formas de os projetar para o futuro”.
O Secretário de Estado da Administração Local e Ordenamento do Território depois de se referir aos anteriores presidentas da Câmara Municipal, Jaime Marta Soares e João Miguel Miguel Henriques (ali presentes) e neles “homenagear estes homens e estas mulheres pelo que fizeram ao longo destes 50 anos, (…) transformámos muita coisa, mas não teríamos feito essa transformação se não fossem as extraordinárias mulheres e os extraordinários homens que fizerem parte das autarquias locais”, saudou “os artesãos, os produtores, os empresários, as associações e todos quantos contribuíram para tornar possível esta 36.ª edição da POIARTES” e depois de outras considerações políticas, afirmou que “a presença do Governo nesta abertura traduz o reconhecimento e a importância que iniciativas como a POIARTES assumem para os territórios”, terminando por considerar que “o futuro de Poiares será construído pelas pessoas que conhecem e amam esta terra. Ao Governo cabe fazer a sua parte e estar presente quando é necessário. E é esse o compromisso que vos deixo. Viva a POIARTES. Viva Vila Nova de Poiares”.
Os Quatro e Meia proporcionaram afluência recorde na POIARTES 2026
A POIARTES 2026 encerrou no domingo, 13, com um balanço extremamente positivo, confirmando a importância crescente desta feira como um dos principais momentos de promoção do artesanato, da gastronomia, da cultura e da identidade de Vila Nova de Poiares.
Ao longo de quatro dias, o certame voltou a mobilizar milhares de visitantes, com especial destaque para o sábado, 12, que registou uma afluência absolutamente recorde, com mais de 15 mil entradas, naquele que foi o dia de maior movimento de sempre da POIARTES.
O ponto alto dessa jornada aconteceu com o concerto d’ Os Quatro e Meia, que levou mais de 7 mil pessoas ao recinto para assistir ao espetáculo da conhecida banda portuguesa. A enorme adesão do público transformou o espaço num dos momentos mais marcantes da edição de 2026, confirmando a capacidade da POIARTES para atrair públicos de diferentes gerações e provenientes de vários pontos da região, ao mesmo tempo que procurou reforçar, de forma clara, aquilo que constitui a sua génese e o seu elemento diferenciador: o artesanato, a autenticidade, a tradição e a valorização das raízes de Vila Nova de Poiares.
Artesanato genuíno no centro da POIARTES
Uma das principais apostas desta edição passou pelo reforço da presença do artesanato, quer através do aumento do número de expositores, quer através de uma nova organização do espaço, colocado logo à entrada da área de expositores, assumindo uma posição de maior destaque e deu, desde o primeiro momento, aos visitantes um contacto direto com uma das principais razões de ser da POIARTES.
A aposta foi também concretizada através da criação da “Oficina de Artesanato – Poiartes”, localizada junto ao stand do Município de Vila Nova de Poiares, onde, ao longo dos quatro dias, decorreram workshops, demonstrações e momentos de trabalho ao vivo protagonizados por artesãos do concelho., sendo ainda de destacar a nova organização e implantação do recinto, com novo layout dos stands e dos diferentes setores da feira, com criação de corredores mais largos e uma distribuição mais equilibrada dos stands e que permitiu melhorar significativamente a experiência de visita, tornando a circulação mais fluida e confortável, sem que isso representasse uma redução do espaço disponibilizado aos expositores. E também o novo espaço lounge, criado junto à área dedicada às cervejas artesanais, mereceu uma apreciação muito positiva.
Quatro dias de cultura, gastronomia e animação
A programação diversificada voltou a ser um dos pilares da POIARTES, com uma oferta que cruzou música, cultura, artesanato, gastronomia e animação para diferentes públicos, tendo a programação musical contado com nomes como PROFJAM, DAVID FONSECA, QUATRO E MEIA e SONS DO MINHO, complementados por bandas, projetos musicais, DJs e artistas que asseguraram uma programação contínua ao longo dos quatro dias.
A componente cultural e tradicional esteve, entre outras iniciativas, igualmente presente através das demonstrações de artesanato, workshops, da Tarde da Família, do XVI Encontro de Motas e Motorizadas Antigas do Grupo Motard de Vila Nova de Poiares e do XXV Grande Capítulo da Confraria da Chanfana. A Mostra de Artesanato, a Mostra de Gastronomia, as tasquinhas, o Lounge POIARTES, os espaços de diversão e animação e as diversas iniciativas dirigidas às famílias completaram uma oferta que procurou proporcionar uma experiência abrangente a quem visitou o certame.
Primeira POIARTES do executivo municipal com balanço muito positivo
Para o presidente da Câmara Municipal, Nuno Neves, “o balanço que fazemos desta POIARTES 2026 é muito positivo. Tivemos uma enorme adesão do público, com números de afluência que nos deixam naturalmente muito satisfeitos e orgulhosos, mas, acima de tudo, recebemos ao longo destes quatro dias um reconhecimento muito significativo por parte dos visitantes e dos expositores relativamente à organização e à nova configuração do recinto”, afirmando ainda que “esta edição confirma a capacidade da POIARTES se afirmar como uma verdadeira referência na região, reforçando Vila Nova de Poiares enquanto destino de cultura, tradição, gastronomia e artesanato”.
Este executivo em funções não quer que “a POIARTES seja apenas mais um evento com música e animação. Queremos que continue a ser reconhecida pelo que a torna diferente e especial, e isso passa necessariamente pelo apoio e incentivo ao artesanato e aos nossos artesãos”, sendo ainda de referir que, a par do artesanato, o sector comercial teve também um reforço de presença, com mais 9 expositores, para além dos setores institucional e gastronómico, também eles bastante preenchidos.
Apesar dos resultados alcançados e assumindo que este é apenas um ponto de partida para o futuro, “esta foi a primeira POIARTES deste executivo e, por isso, sabemos que há ainda muito a fazer e muito a melhorar. Recebemos muitos contributos e sugestões ao longo destes dias e vamos analisá-los com atenção. Estamos satisfeitos com o resultado, mas não estamos acomodados. Queremos trabalhar desde já para que a próxima edição seja ainda mais espetacular, mais marcante e continue a surpreender quem nos visita”.
A POIARTES 2026 termina, assim, com recordes de afluência, forte reconhecimento do público e dos expositores e uma aposta renovada naquilo que distingue o certame: o artesanato, a gastronomia, a cultura e a identidade de Vila Nova de Poiares.

