
No passado dia 29 de Março, no quartel-sede, realizou-se a assembleia geral da Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Góis para, de entre outros assuntos, apreciar e votar (por unanimidade) o balanço e relatório de contas de gerência do ano de 2025.
E depois das explicações dadas sobre estes documentos pelo presidente da direcção, Júlio Moura, o presidente da assembleia geral, Jaime Garcia, salientou que “vínhamos de uma situação de falência técnica, o que se reverteu. É este o caminho…”.
Um caminho que não tem sido fácil de percorrer, como considerou Júlio Moura, e que tem obrigado a um trabalho árduo, a uma gestão muito rigorosa. “Baixou o passivo mas não era aquilo que pretendíamos”, os atrasos de pagamentos por parte do Estado não deixam de dificultar também a tesouraria da Associação, mas mesmo assim e sem por em causa a operacionalidade do Corpo de Bombeiros, “tivemos que apostar em equipamentos automóveis, temos cinco ambulâncias operacionais, toda a frota não estava legalizada” e agora “não temos um único carro que não esteja legalizado”. E isto deve-se também “a um trabalho árduo por parte do comando”.
Um trabalho que o comandante João Miguel Pratas deu a conhecer, começando por realçar que “verifica-se que o exercício da nobre missão do bombeiro voluntário no concelho de Góis continua a ser realizado com empenho e entrega total de todos os bombeiros”, que nos quartéis de Góis e de Alvares “mantém o atendimento permanente durante 24 horas e sete dias por semana, o que indica o esforço permanente feito por todos os bombeiros, voluntários e assalariados na manutenção de piquetes nos dois quartéis”.
E o que se refere ainda ao bom funcionamento do Corpo de Bombeiros, o comandante deu a conhecer também que “durante 2025 foram adquiridos equipamentos estritamente necessários” e, no que se refere às viaturas “a direcção adquiriu três viaturas novas”, uma ambulância de socorro e duas de transporte de doentes, “adquiriu também um atrelado como motobomba de abastecimento para incêndios” e, depois de se referir aos serviços prestados, terminou com os agradecimentos “a todos os elementos da direcção e aos órgãos sociais pela coragem, dedicação e empenho contínuos em manter em bom funcionamento a Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Góis e o seu Corpo de Bombeiros”, bem como ao presidente da Câmara Municipal “pela disponibilização incondicional dos funcionários do seu quadro e que pertencem ao Corpo de Bombeiros”, às Juntas de Freguesias “e a todas as entidades que colaboram e apoiam continuamente os Bombeiros de Góis”; à equipa responsável pela manutenção e dinamização das Escolinhas de Bombeiros, a todos os elementos do Corpo de Bombeiros e seus familiares, “pois sem o seu sacrifício não teria sido possível chegar ao final de mais um ano com a consciência de dever cumprido”.
Foi também isso que o presidente da direcção não deixou de reconhecer e enaltecer, sem deixar ainda de referir que “continuamos a sentir a dificuldade permanente ao nível de voluntários”, tornando-se por isso “necessário continuar a incentivar a participação cívica”, para salientar depois que “sendo a Câmara Municipal de Góis um dos pilares no apoio a esta Associação, deve continuar a apoiar com prontidão que vem demonstrando nos últimos tempos, pois caso tal não ocorra, as dificuldades de tesouraria terão sérias consequências no exercício da nossa actividade de socorro a pessoas e bens, bem como no cumprimento atempado das nossas responsabilidades junto de fornecedores e funcionários”.
“Destacamos, mais uma vez, a Câmara Municipal de Góis, pela sua presença e sentido de responsabilidade na primeira linha de apoio à nossa tesouraria”, reconheceu mais uma vez Júlio Moura, agradecendo ainda “o empenhamento das nossas Juntas de Freguesia, empresas e sociedade em geral na ajuda a esta Associação”, bem como das Comunidades dos Baldios do Concelho de Góis, dando a conhecer que “quanto à actividade em geral, nomeadamente a prestação de serviços, verificou-se em 2025 um acréscimo de cerca de 33 mil euros, nomeadamente no serviço de transporte de doentes urgentes e não urgentes”.
“No que respeita ao passivo da Associação, em 2025 verificou-se uma ligeira diminuição, sendo que no momento encontra-se em situação estável”, salientou mais uma vez o presidente da direcção, sem deixar de se referir também à necessidade da realização de algumas obras nos quartéis de Góis e Alvares, às actividades e as diversas iniciativas realizadas pela Associação, expressando ainda “publicamente um voto de louvor e reconhecimento pelo empenho e dedicação de todos os bombeiros e bombeiras que continuam na linha da frente nos momentos mais difíceis dando de si em prejuízo da sua própria família ao serviço da nossa comunidade”.
E depois de agradecer aos responsáveis pela Escola de Infantes e Cadetes, “um incentivo para que os mais novos venham entrando”, Júlio Moura agradeceu também ao comandante Miguel Pratas, ao 2.º comandante Nuno Tavares e o adjunto Nuno Cunha “pelo empenho e orientação dos trabalhos realizados procurando os melhores resultados para o bem da Associação”, terminando por referir que “queremos partilhar com todos os sócios o sentimento de grande orgulho por podermos contribuir, juntamente com toda a comunidade goiense, a continuidade e engrandecimento da nossa Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Góis”.
“Ficamos a ganhar com a vossa ambição e saber”, como disse, a encerrar os trabalhos, Jaime Garcia.

