DESPORTO: PARABADMINTON – Atleta com raízes em Arganil foi medalha de prata no Perú

Beatriz Monteiro mostra, orgulhosa, a medalha conquistada no Parabadminton International 2025

Beatriz Dias Monteiro conquistou na passada semana, a medalha de prata na competição Parabadminton International 2025, que decorreu em Lima, capital do Peru.

Beatriz Monteiro, de 19 anos – tem raízes familiares nos concelho de Arganil e Oliveira do Hospital – é atleta paralímpica da Associação Académica de Coimbra, e na prova de singular senhoras, chegou à final, apenas cedendo perante a japonesa Akiko Sugino, em três parciais “muito equilibrados”: 17-21, 21-14 e 14-21. Antes, havia derrotado a brasileira Mikaela Almeida (21-19 e 21-19) e a  peruana Kelly Escalante (21-11 e 21-7). 

Além da prova de singulares, a atleta participou também nas variantes de pares senhoras, ao lado da peruana Flor Vasquez; e de pares mistos, em parceria com o indiano Satyam. Em ambas as frentes chegou aos quartos-de-final, terminando na 5.ª posição.

Refira-se que a atleta paralímpica já soma várias medalhas internacionais, ocupando actualmente o 2.º lugar do ranking mundial de WS SU5, com 49.169 pontos acumulados.

Beatriz Monteiro recorde-se, começou a praticar badminton aos 9 anos, e estreou-se em competições com 13 anos, no torneio internacional de Dublin (República da Irlanda), onde obteve uma medalha de bronze. No internacional de São Paulo (Brasil) em 2020 obteve a medalha de bronze, e em Lima (Perú)a medalha de prata.

Nas Paralimpíadas de Tóquio foi a atleta mais jovem da Missão Portuguesa nos Jogos, com 15 anos, e uma das mais jovens de sempre em participações portuguesas em Paralimpíadas. Foi porta-estandarte na cerimónia de abertura, e obteve o 5.º lugar na competição.

Numa reportagem de 2024 do jornal Expresso, Beatriz Monteiro “abriu o jogo” e deu a conhecer o seu carisma e ambições: «Tento superar-me todos os dias e quero ser melhor do que ontem», diz, assumindo ser ela o seu ídolo e reconhecendo a qualidade de outros atletas.

«Gostava muito de ser campeã paralímpica e acho que tenho ainda um futuro enorme pela frente», assume.