
A Feira Agrícola, Comercial e Industrial que terminou este domingo, consolidou a aposta no Turismo. A prova-lo ficaram as palavras do Secretário de Estado do Turismo Comércio e Serviços, no dia da abertura do certame e a inauguração da “FACIT – Turismo” que abriu portas para que o concelho passe a ser um destino obrigatório.
Sem escamotear o espaço de animação e convívio, a 15.ª Edição da FACIT focou-se no futuro, que o presidente da Câmara Municipal não quer deixar fugir. Ricardo Cruz apontou os vectores que considera fulcrais para transformar o concelho de Tábua num destino “obrigatório”. Seja na atracção de empresas e consequente criação de emprego, mas também potenciar os recursos naturais e todas as infra-estruturas existentes e as que estão lançadas, para projectar Tábua e o território a nível nacional e internacional.
Ao dirigir-se aos representantes das empresas que estão expostas no certame, o autarca deixou palavras de incentivo e reforço (…) «para continuarem a trilhar este caminho de sucesso e empenho», apontando que algumas delas alcançam prémios, nomeadamente os PME-Excelência e PME-Líder. «Para nós, todas as empresas são importantes, e é por isso que continuamos a perspectivar o futuro», referindo os recentes investimentos na Área Empresarial da Carapinha, e na preparação de projectos para o futuro na Área Empresarial de Tábua, com a disponibilização de mais 30 lotes.
Para além destes, Ricardo Cruz saudou, igualmente, o “comércio local”, revelando a aprovação da candidatura – já em fase de conclusão – (…) «com mais 102 participantes e 70 projectos que já estão direccionados nos processos digitais».
No que toca ao Turismo (ver destaque) o presidente da Câmara Municipal deu nota do que está já em curso, como o Centro Interpretativo do Mundo Rural; a Oficina e Incubadora do Queijo ou o Espaço Museológico Sarah Beirão / “Tábua Welcome Center”, cujos espaços deverão estar concluídos ao longo do actual mandato, abrindo novas oportunidades para atracção de novos mercados turísticos. «Estamos a trabalhar para a criação de valor, desenvolvimento e sobretudo espaços de visitação que possam atrair ainda mais pessoas», ao concelho.
Ainda antes da visita a todo o certame, o Secretário de Estado do Turismo, Comércio e Serviços, começou por salientar que o sector do Turismo (…) «é uma indústria poderosa» mas que o desejável é que seja “mais impactante”, nomeadamente (…) «nos sectores económicos de actividade, desde logo o sector primário, e muito particularmente o agro-alimentar».
De acordo com Pedro Machado, a FACIT e Tábua (…) «têm boa tradição no agro-alimentar», fazendo notar que é um sector que representa hoje em Portugal (…) «mais de 28 bilhões de euros de transacções anuais e já conseguimos exportar mais de 8 bilhões de euros».
O governante salientou que somar o turismo, a indústria, o agro-alimentar e o sector primário (…) «é, do meu ponto de vista, uma estratégia não só para mobilizar os agentes económicos» – empresas e empresários que criam riqueza, que geram emprego -, mas para tal, reconheceu (…) «temos que criar as condições para que os agentes económicos possam desenvolver seus negócios», já que o Turismo (…) «é, cada vez mais, um sector que posiciona Portugal entre os 12 países mais competitivos do mundo e que está a conquistar cada vez mais mercados e missões». «Portugal está entre os 5 primeiros do ranking, naturalmente com o Reino Unido, tem a Alemanha que é o primeiro mercado para a Madeira e Açores, e já tem os Estados Unidos competindo com o Brasil pelo quarto lugar dos mercados emissores mais preponderantes».
Pedro Machado afirma, por isso, que a “indústria do Turismo” (…) «deve ser vista como uma indústria que impacta outros sectores da actividade económica, e o facto de trazermos pessoas para cá, significa, cada vez mais, que elas alavancam modelos de negócio», dando como exemplo de “valor acrescentado”, a experiência da “Tábua de Queijos e Sabores da Beira” ou do queijo da Serra da Estrela ou da fileira do vinho – o Município recorde-se, faz parte da Associação dos Municípios do Vinho. «Hoje essas são fileiras que ajudam a projectar Portugal. E mais do que isso, ajudam a construir competitividade para os territórios nacionais», acrescentou.
Dirigindo-se em particular aos expositores, o governante apontou que (…) «é necessário que as empresas e os empresários que aqui estão tenham pelo menos dois factores-chave para continuar a sua actividade: confiança no mercado e previsibilidade», concluiu.

