
No dia 7 de Setembro, na sessão solene comemorativa do Feriado Municipal, este ano realizada na Cerâmica Arganilense e presidida pela Ministra da Justiça, Rita Júdice, uma das grandes notícias deixadas pelo presidente da Câmara Municipal, Luís Paulo Costa, relativamente à recuperação do Teatro Alves Coelho (e há tanto tempo esperada pelos arganilenses) foi que “o projecto de execução está aprovado. O concurso público para execução da empreitada será submetido ao mercado durante este mês de Setembro. Decorrendo o concurso público dentro da normalidade, acreditamos ser possível entrar em obra no primeiro semestre de 2027”.
E a ser assim (e todos queremos acreditar nisso também até porque, recorde-se, esta obra já foi anunciada em anteriores sessões comemorativas do Feriado Municipal), “estamos a falar de um investimento estimado em cerca de 6 milhões de euros”, salientou Luís Paulo Costa, sem deixar de considerar “porque valorizar o património também é isto: preservar aquilo que recebemos, dar-lhe utilidade no presente e garantir-lhe um lugar no futuro de Arganil”.
E foi desse futuro que, neste dia maior do concelho “um momento para olhar para o caminho percorrido, reconhecer o que já conseguimos concretizar e perceber os desafios que temos pela frente”, o presidente da Câmara Municipal não deixou de falar também neste “momento para olhar para o caminho percorrido, reconhecer o que já conseguimos concretizar e perceber os desafios que temos pela frente”, considerando que “se há uma palavra que define particularmente bem o momento que Arganil está a viver, essa palavra é: investimento! Investimento concreto. Investimento que se vê. Investimento que está a transformar o nosso concelho e que “está nas escolas que estamos a requalificar. Está nos novos equipamentos de saúde que estamos a construir e a reabilitar. Está nas novas habitações que estamos a criar. Está nas estradas que estamos a beneficiar. Está nas redes de abastecimento de água que estamos a reabilitar. Está nos sistemas de águas residuais que estamos a ampliar. Está nos equipamentos públicos que estamos a intervencionar”.
“A dimensão desta transformação traduz-se num volume de investimento sem precedentes: cerca de 23 milhões de euros, concretizados em simultâneo na Educação, na Saúde, na Habitação e na Mobilidade. São 23 milhões de euros que representam obras. Mas, mais importante do que as obras, representam condições para as pessoas”, salientou Luís Paulo Costa, referindo-se concretamente e de entre outros, à requalificação, modernização e ampliação da Escola Secundária de Arganil e também a reabilitação da Escola EB 2,3 Professor Mendes Ferrão, em Côja, à construção de raiz o novo Serviço de Urgência Básica e Centro de Saúde de Arganil que “terá uma área de resposta que ultrapassa o concelho, abrangendo Arganil, Oliveira do Hospital, Tábua e Góis, e ainda parte dos concelhos de Pampilhosa da Serra e Penacova”, à reabilitação da Extensão de Saúde de Pomares. Mas também ao investimento na Habitação “através da construção de 29 apartamentos para arrendamento a custos acessíveis”, na Mobilidade “nos últimos oito anos, o Município de Arganil investiu cerca de 15 milhões de euros na requalificação e manutenção da rede viária municipal. (…) São estas estradas que todos os dias garantem o acesso ao trabalho, à escola, aos serviços e a ligação entre as freguesias e Arganil”.
“Mas melhorar a mobilidade dentro do concelho é apenas uma parte do desafio”, considerou o presidente da Câmara Municipal, acrescentando que “continuamos a defender uma ligação rodoviária adequada entre Arganil, Góis e Lousã. Congratulamo-nos, por isso, com a decisão do Governo, anunciada no início deste ano pelo Ministro das Infraestruturas, de incluir uma nova ligação Arganil, Góis, Lousã e Vila Nova de Poiares no projecto do novo IP3. Mas sabemos que um projecto não é ainda uma estrada. E Arganil precisa que este projeto se concretize. Precisamos de acessibilidades que estejam à altura da transformação que estamos a fazer. Porque é assim que se combate o isolamento. É assim que se promove a coesão territorial. E é assim que garantimos que o investimento que estamos a realizar em Arganil tem as acessibilidades necessárias para se sustentar e crescer”.
E depois de tecer duras críticas pelo “incumprimento das obrigações assumidas pelo conselho diretivo do IEFP” no que se refere ao novo Centro de Formação Profissional de Arganil que “em 2021, o Município de Arganil assumiu este projeto como uma prioridade”, criando para isso “as condições necessárias, cedemos instalações no centro da vila” e, passado todo este tempo, continuamos sem ver concretizado aquilo que foi contratualmente assumido”, sem deixar “de lamentar também a falta de respeito institucional demonstrada pelo Secretário de Estado Adjunto e do Trabalho, estou há mais de um ano a aguardar pelo agendamento de uma reunião, (…) não é normal que um Município cumpra a sua parte, disponibilize instalações, assine um contrato e, depois, tenha de esperar mais de um ano por uma reunião. Arganil merece outra consideração, (…) Porque Arganil não pode continuar à espera”.
“Depois de décadas marcadas pela perda de habitantes, Arganil está a inverter essa tendência. Entre 2021 e 2025 registámos um aumento populacional na ordem dos 5%, (…) esta é uma evolução que nos dá confiança”, disse depois Luís Paulo Costa, havendo “outros sinais que apontam na mesma direcção, como mais empresas, mais pessoas a trabalhar nas empresas do concelho, “temos mais alunos nas nossas escolas, (…) Arganil está a ganhar capacidade para atrair, acolher e fixar pessoas”, sendo também “com essa visão que ampliámos a Área de Acolhimento Empresarial da Relvinha”, onde “está em fase de instalação a Nature – Produtos Orgânicos, S.A., (…) estamos presentemente a acompanhar mais cinco intenções de investimento, que deverão ter decisões no último trimestre de 2026”.
Mas para isso e ainda segundo o presidente da Câmara Municipal, “não podemos continuar a aceitar que projetos de investimento permaneçam demasiado tempo à espera de uma decisão, de um financiamento ou de um licenciamento. Precisamos de mais rapidez, mais capacidade de resposta e políticas que tenham verdadeiramente em conta as dificuldades dos territórios de baixa densidade”, enquanto o Município continua “a fazer o que está ao nosso alcance”, como o isentar da derrama as empresas do concelho, a manter a taxa de IMI mais baixa do país, continua a devolver 100% do IRS às famílias e manteremos a água entre as mais baratas do país”.
“Num território como o nosso, muitas vezes é preciso fazer duas coisas ao mesmo tempo: construir futuro e recuperar daquilo que o destrói”, referiu Luís Paulo Costa, recordando “o maior incêndio alguma vez registado em Portugal, continuamos sem solução de financiamento para fazer face aos prejuízos provocados nas infraestruturas e equipamentos públicos”, também ciclo de tempestades que atingiu o concelho, reconhecendo que “neste processo, as Juntas de Freguesia foram verdadeiramente inexcedíveis” e depois de dar ainda a conhecer que “estamos a concluir o Núcleo Museológico de Arte Sacra de Arganil, na Capela do Senhor da Agonia, (…) concluímos o projecto e obtivemos os necessários pareceres para reabilitação da Igreja do Convento de Vila Cova de Alva” e de deixar palavras de particular apreço para com os homenageados (em caixa), “obrigado pelo vosso trabalho. Obrigado pela vossa dedicação. Obrigado pelo exemplo que dão”, terminou por “deixar uma mensagem simples: Arganil tem futuro. E esse futuro não acontece por acaso. Constrói-se. Com investimento. Com trabalho. Com ambição. Com responsabilidade e, acima de tudo, com confiança nas pessoas. A confiança de que somos capazes de continuar a fazer de Arganil um concelho com mais pessoas, mais oportunidades e mais futuro. (…) Esta é a nossa terra. Este é o nosso compromisso”.
“Hoje é dia de celebrar Arganil, a sua história, a sua paisagem e a sua identidade. Celebrar quem aqui vive, quem aqui trabalha e quem, mesmo estando longe, continua a sentir este território como seu”, foram palavras da presidente da Região Metropolitana de Coimbra, Helena Teodósio, deixando “uma palavra de confiança e de compromisso. Continuaremos a trabalhar com Arganil, a defender os seus interesses e a criar condições para que este concelho possa aproveitar plenamente as oportunidades que temos pela frente”, considerando ainda que “entre os 19 Municípios da Região Metropolitana de Coimbra, Arganil representa de forma muito particular a diversidade do nosso território. É um Município onde a montanha não é uma fronteira, mas um património; onde a paisagem é também economia, cultura e qualidade de vida; e onde encontramos recursos que, devidamente valorizados, podem ser decisivos para o futuro de toda a região”.
O presidente da Assembleia Municipal, António Cardoso, começou por referir que “celebramos hoje o Dia do Município de Arganil. Mais do que uma data no calendário institucional, este é um dia de reencontro com a nossa identidade, com as nossas raízes e com o compromisso coletivo de construir o amanhã”, mas para isso “sinto que tenho uma razão principal e a emoção genuína que consiste em ter a capacidade para unir forças aparentemente opostas, levando-as a discutir propostas, ideias e a encontrar soluções justas com vista ao bem-estar das nossas populações e à preservação convicta do nosso património. Acho que somos capazes. Porque os deputados, com assento na Assembleia Municipal, têm consciência que representam o povo e o seu querer, e eles votaram querendo o melhor para Arganil. Por isso, temos de superar querelas inúteis e, com respeito e elevação, discutirmos os verdadeiros problemas e a encontrar as melhores soluções”.
“O Feriado Municipal é um momento de celebração, mas é também um momento de memória. De olhar para aquilo que recebemos dos que vieram antes de nós. De reconhecer aqueles que no presente continuam a construir a comunidade e de pensar naquilo que queremos deixar aos que virão depois. Arganil tem boas razões para fazer esse exercício com orgulho. São 912 anos de história municipal, contados a partir do Foral de 1114”, salientou a Ministra da Justiça, acentuando que “antes do nascimento de Portugal, já Arganil era Arganil. 912 anos em que muito mudou. Mudaram as instituições, mas também mudaram profundamente as condições de vida. E há, no entanto, coisas que permanecem. Permanece o nome de Arganil. Permanece esta extraordinária relação entre as pessoas e a terra. E permanece, sobretudo, uma capacidade muito própria de resistir às dificuldades sem se resignar. Talvez seja essa uma das características mais marcantes da história deste concelho”.
E depois de recordar “o extraordinário movimento de Comissões de Melhoramentos, de coletividades e associações, tantas vezes alimentado pelos que partiram, mas que nunca deixaram verdadeiramente a sua terra”, Rita Júdice não deixou de se referir também “aos 100 anos da chegada da eletricidade ao concelho, (…) sinónimo de modernidade. Mas depois foi necessário levá-la pelos valos e pelas encostas. A história da eletrificação de Arganil é, por isso, também o reflexo das gentes de Arganil”, mas “se há 100 anos falávamos de eletricidade, hoje falamos de transformação digital, de serviços públicos modernos, de novas tecnologias e de novas formas de relação entre o cidadão e o Estado. Mas há um princípio que se mantém actual, a modernização só cumpre verdadeiramente a sua função quando se aproxima. Quando aproxima. Modernizar deve significar um Estado mais simples, mais rápido, mais próximo. E também é assim com a justiça”.
“A justiça não pode ser só próxima no discurso. Tem de estar próxima onde as pessoas vivem, onde constituem família, onde compram uma casa, onde recebem uma herança, onde constituem uma empresa, onde precisam proteger um direito e onde precisam simplesmente saber que o Estado está presente”, disse ainda a Ministra, assinalando também “uma boa notícia para Arganil. Desde 1 de Agosto, a Conservatória do Registro Radial, Civil e Comercial conta com uma nova conservadora”, o Palácio de Justiça foi objecto de uma intervenção de reabilitação da cobertura e fachadas, bem como um melhor funcionamento e bons resultados da justiça no concelho, terminando com palavras de apreço para com os homenageados, “todos eles dizem alguma coisa sobre Arganil. E reconhecer o mérito é também dizer às próximas gerações quais são os exemplos que queremos preservar, quais são os exemplos que queremos ver repetidos”, deixando também os “parabéns a Arganil. Parabéns a todos os arganilenses. Viva Arganil”.
Secretário de Estado do Turismo inaugurou a 43.ª FICABEIRA

No dia 4, a sessão de inauguração da 43.ª da FICABEIRA e Feira do Mont’Alto foi presidida pelo Secretário de Estado do Turismo, Comércio e Serviços, Pedro Machado, que destacou os cinco dias para celebrar Arganil, a sua dinâmica, as suas empresas, as suas gentes e tudo aquilo que de melhor e mais genuíno o concelho tem para oferecer.
A FICABEIRA voltou a reunir num mesmo espaço empresas e instituições, comércio, indústria, agricultura, artesanato, associações, gastronomia e cultura, afirmando-se como uma montra privilegiada da actividade económica e da identidade de Arganil e da região, com a edição deste ano a trazer algumas novidades e a reforçar áreas que têm vindo a ganhar expressão no certame. Entre elas esteve uma nova zona dedicada ao sector automóvel e às motas, melhorias no FICAKIDS e um Espaço Freguesias com uma participação mais ativa, onde houve espaço para a gastronomia, degustação de produtos locais, artesanato, produtos endógenos e momentos culturais promovidos pelas freguesias do concelho.
A animação noturna voltou também a assumir um lugar de destaque, com um cartaz diversificado e pensado para diferentes públicos. Dillaz no dia 4, Miguel Araújo no dia 5, e no dia 6 Vizinhos. No dia 7, subiu ao palco FF, num espetáculo que contou com a participação da Associação Filarmónica de Arganil e da Filarmónica Barrilense e a encerrar o certame, no dia 8, actuou Jorge Guerreiro.
E se para uns a FICABEIRA não valeu nada, a Feira do Mont’Alto acabou, muitos outros vieram, encheram o Sub-Paço, visitaram os stands, viram e aplaudiram os espectáculos, encontraram-se, conviveram, cumpriram a tradição que, já não sendo o que era, não deixa de ser motivo para continuar a atrair muitos visitantes, para trazer até à sua terra arganilenses habitualmente ausentes, porque afinal e como afirmou o presidente da Câmara Municipal, “a FICABEIRA e a Feira de Montalto têm uma história longa e faz parte da memória de muitas gerações de arganilenses. Ao longo dos anos, muita coisa mudou. Mudaram os tempos, mudaram os hábitos, mudou a economia e mudaram também as formas de viver e participar nesta festa. Mas há algo que permanece, a vontade de nos encontrarmos, de celebrar a nossa terra e de mostrar aquilo que somos capazes de fazer”.
E “é muito”, como considerou o Secretário de Estado do Turismo, destacando a importância da preservação destas tradições, da FICABEIRA e da Feira do Mont’Alto, de Arganil e do seu património, as suas gentes que teimosamente e independentemente das suas convicções, continuam a amar a terra que os viu nascer ou que a ela estão ligados por laços afectivos. Ou até por outro motivo, como é o caso e recordou Pedro Machado.
100 anos de electricidade em Arganil

No dia 5, na Cerâmica Arganilense e no âmbito da 43.ª FICABEIRA e Feira do Mont’Alto, foi inaugurada a exposição “100 anos de electricidade em Arganil”, assinalados este ano pelo Município e “um marco de particular relevância que coloca Arganil entre os concelhos pioneiros no processo de eletrificação do distrito de Coimbra”.
E como foi referido, “a efeméride constitui uma oportunidade única para recordar e valorizar o profundo impacto que a chegada da eletricidade teve no desenvolvimento económico, social e tecnológico de Arganil, ao longo dos últimos cem anos, bem como para homenagear todos aqueles que contribuíram para este importante processo de transformação”.
A exposição “convida a revisitar o percurso de transformação vivido pelo concelho ao longo do último século, através de um conjunto de documentos, fotografias, equipamentos e peças de natureza técnica, que permitem conhecer diferentes dimensões da chegada e expansão da eletricidade em Arganil, assim como, compreender o seu papel na transformação do quotidiano da população”.
A concretização deste projecto contou com a importante colaboração da Fundação EDP, cuja parceria foi fundamental para o enriquecimento da exposição, através da disponibilização de um relevante conjunto de documentos, materiais e peças de elevado valor histórico.
“São 100 anos da chegada da electricidade a Arganil, um marco determinante da história local, que merece uma reflexão sobre as profundas mudanças que este processo trouxe ao concelho, não só nas pessoas, mas nos saberes e nos recursos que fizeram parte desta história”.

